Se as tuas mãos fossem iguais às minhas
será que sentias aquilo que eu sinto
quando passo os dedos pela tua pele?
Serpentes de desejo sibilavam pelo meu corpo
e o sabor da tentação era o fruto doce
que eu trincava sem hesitação.
Sopravas olhares e o meu rosto dissolvia-se em rubor,
agora as metásteses do teu olhar
ainda contaminam as minhas memórias;
morro dessa cura, com a solitude como guardiã.
Soubeste escrever-me nas mãos um destino de sal,
vigoroso sabor nos dedos lânguidos que chupaste,
sem te conteres entre línguas e abraços.
Belo poema, Sónia.
ResponderEliminarParabéns
Beijos
obrigada, só agora é que me apercebi que não tinha definido aviso de comentários no e-mail.
ResponderEliminaré muito boa surpresa saber que alguém leu e, mais, que gostou; ainda por cima sendo um poeta já com valor reconhecido :) significa muito, muito obrigada.