Acaricia-me o rosto o teu suspiro
como beijo que me querias dar
e a tua voz é o abraço que vivo a esperar
Vens para mim como anjo a me salvar
da escuridão da madrugada
para me mostrares a aurora raiar
És amor perfeito que não ousei sonhar
porque não poderás querer ser meu
e estou condenada a eternamente penar
Mas não sei por que aconteceu este sentimento
que não procurei nem quis achar
e agora já não sei mesmo como o retiro
Não é nova esta sensação de ser abandonada
pelo contrário, é demasiado familiar,
até parece que nunca chegou a me deixar
Ele nunca chegou a me ver como amor seu
só eu me vi sua sem que pudesse opinar
nem desse amor perfeito me conseguir livrar.
Poesia filosófica; Poesia Visual; e outros objectos poéticos de Poeta mera observadora
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