Deviam ter-me largado de um avião em pleno vôo
Deixado que eu me desfizesse em milhares de pedaços
Para que não sobrasse nada mais quando ao chão chegasse
Foi o acaso conceber tamanha desgraça e inferno
Com o gelo de mil invernos e tanta desfaçatez
Ó imaginação sem graça quanto a palidez da minha tez
Larguem-me e matem-me logo de uma vez
Arranquem a minha foto da parede da vossa memória
Rasguem tudo o que é meu
Queimem os objetos
Triturem os meus ossos e dentes até serem pó
E espalhem-no aos quatro ventos como nunca tiveram dó
Poesia filosófica; Poesia Visual; e outros objectos poéticos de Poeta mera observadora
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