Que requintado tormento
que foi abater-se em mim:
o meu céu só tem vento
e o meu mar é carmim.
Eu sei, meu amor,
que és o meu maior alento
e que a minha vida é dor
e sem ti maior é o sofrimento
Mas este sentimento não tem solução
não o escolhi nem o adivinhei
tal como nunca te vi a ter paixão
por quem eu sou ou pelo que mostrei
Este jeito de te querer tanto
querer bem meu mais que bem querer
é muito mais que efémero encanto
temo que tomou conta do meu ser
O desespero de que nunca te irei ver
só é igual ao desgosto de não te olhar
e a minha vida nunca mais será mar
e a minha morte será apenas morrer.
Poesia filosófica; Poesia Visual; e outros objectos poéticos de Poeta mera observadora
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