Vives perdido entre as pessoas
que observas com distância salutar
ninguém alguma vez te surpreende
já que tudo o que tu ressoas
é apenas o que de ti possam pensar
e és tela branca para toda a gente.
O bater do teu coração é ímpar
pois já teve medo e hiperventilou
já teve arritmias e taquicardias
mas sempre teve a ilusão de amar
e com alguma coragem tudo enfrentou
pensando que dos outros cuidarias.
Viver é uma canseira inútil redundante
e a forma com que o coração avança
e ora inventa de recuar porque se fere
não passa de um exercício estonteante
de quem leva os dias e não se lança
nem só desfolha sequer um malmequer.
Poesia filosófica; Poesia Visual; e outros objectos poéticos de Poeta mera observadora
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