No abraço da chuva
está o teu amor
que não é tempestade
é só chuva miúda
que não molha de verdade.
Adivinho-te os braços
o teu peito a latejar
a tua raiva a querer vazar
Mas no fundo a tua emoção
que mora num tórrido sertão
é a de quem vive da raiz
do sol, do mar, das pitangueiras
e de todo o som e silêncio.
Onde habita a tua força motriz,
meu amado,
onde és verdadeiramente feliz,
não é para onde escapas
ou onde procuras explodir
ou mesmo onde vais desaguar
É onde tens lar no silêncio do olhar.
Poesia filosófica; Poesia Visual; e outros objectos poéticos de Poeta mera observadora
Sem comentários:
Enviar um comentário