Ser poeta do silêncio
é ser mais ruidoso,
é ter orquestras dentro
e milhões de galáxias
no breu do firmamento.
É ter infinito regaço
que se abraça no vazio
mas que tudo se sente
enquanto extremoso laço
que nunca é frio.
É tocar com a língua
a doce manhã de glicerina
envolta em neblina
e com o ar à míngua.
É assim nesse compasso
de ausência e ternura
e serenidade e loucura
Ser poeta do silêncio
é voar na imaginação
e ter de um albatroz a envergadura
É chorar e soluçar e rir
tudo sem amargura
até estender ao mundo
apenas total doçura.
Poesia filosófica; Poesia Visual; e outros objectos poéticos de Poeta mera observadora
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