O poema, feito de chuva fina,
aquela que vi um dia cair no mar
comigo ao mesmo tempo a boiar
e sentia-a tocar-me morna
enquanto regressei ao ventre que não tive.
Hoje tu para mim és a chuva
grossa, com pingos sonoros,
como a que caía na tua infância
e o que escrevemos é dilúvio
que nenhuma barragem pode conter.
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