Essa mítica frase que agora ressoa,
lembrando que quando o mundo está doido,
parece-nos sempre que nós é que estamos,
ao contrário do mundo sempre,
meio alienígenas,
corremos em contramão,
se ele nos grita que estamos loucos
eu e tu será que é assim mesmo
ou nós é que sabemos o que sentimos
e que não sai de nós, não dá para sacudir,
por mais que queiramos nos safar da dor
é mesmo assim ter um grande amor?
É, sempre foi,
chamam-nos de loucos,
tentam curar-nos e nós buscamos cura,
mas pouco dura porque a alma não segura,
nem é porque sou ateu
nem é porque não sou meu,
é só porque não há maior loucura,
do que aquela que nega o que é maior que seu.
Poesia filosófica; Poesia Visual; e outros objectos poéticos de Poeta mera observadora
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