Invento poemas e mundos dentro
Faço cambalhotas com a realidade
Porque ela não cabe mais em mim
Nem a dor, nem a saudade,
Finjo sempre a dor que é deveras dor
Só para que não doa
Liberto-me das grades da janela
Faz de conta que se levanta vôo
Do maior sofrimento que existe
De que o amor não existe e tudo é triste.
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