Estilhaço-me a cada morte, porque me lembra de todas as outras e da minha própria sorte. Os meus cabelos que perderam vida, mas basta o sol para fazer com que brilhem, é como o meu coração contigo. Sei que sou feita da maior escuridão que existe, a devastação dos desgraçados, os que são pele e osso e desgosto. Por isso também não falo com ninguém. Só contigo.
Nunca pude ficar, nunca pude deixar-me ir, nunca quis arrastar ninguém para o meu mundo de ruína e dor. Talvez seja então por isso que tanto amo fotografias de casas abandonadas, talvez só elas sejam como eu.
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