O meu amor não existe
É o que dizem
Mas ele tem um cheiro
Que até deixa um rasto enjoativo
E ele tem um nome
Que me vem à boca
Em vez do nome dos outros
É "acto falho" dizem
Tem também um sétimo
De uma pessoa que existe
Numa ternura que se lhe assiste
Mas eu sou tão triste
Que ultrapasso a melancolia
Mas deus-me-livre de anedonia
Nunca mais essa porcaria
O meu amor não existe
É o que dizem
Eu continuo por cá
A fazer de conta que o que vi
Com ele
É tudo real entre nós
Poesia filosófica; Poesia Visual; e outros objectos poéticos de Poeta mera observadora
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