Todos aqueles anos
Em que eu não senti falta
Nem falava com ninguém
O hábito sempre se instala
O óbito sempre vem
Mas a lembrança está lá
E a saudade mais além
Hoje vejo as fotografias
E amplio-as
Para enxergar s cor do olho
De alguém que é rara
E a cara de outro alguém
Por quem meu amor não pára
Pergunto-me pela primeira vez
Se há alguém que faz também
Uma festinha no ecrã
Num descuido
Numa acção vã
Tanto quanto tudo o que sinto
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