Não posso fingir que não sinto o que sinto. Digo-me que é uma mentira da minha cabeça, que foi tudo uma ilusão, que foi das bruxas o feitiço com a Lua e Plutão. Mas nada retira a razão. Peço sempre a todos os eclipses que assim como tu, também eu tenha eclipsado de vez este sentir do coração. Um amor que não é amor, o que é então? Não é possessão, obsessão, fanatismo, demonização, praga antiga, karma, fatalidade, quebranto, violação?
E quando vejo esse fino fio do eclipse lunar e ainda me agarro e ao mesmo tempo peço esse anseio da dissolução, sinto que se acaba tudo, por um fio, por agressão.
Esquece de vez, como ele nunca se lembrou, coração. (acabou, não acabou? 💨)