terça-feira, setembro 08, 2026
Sem stock
Estamos todos no mesmo planeta e não entendemos isso, a não ser qd temporariamente enfrentamos desastres globais.
Os próximos tempos continuarão a ser de escalada de dificuldades em termos de clima, comida e factores estressantes da vida em geral.
Países como a China que têm stock de grãos para 18 meses para a população, talvez serão os que ainda ajudarão um como o Reino Unido que não tem stock algum de contingência.
Entretanto os preços aumentam e as produções diminuem, a flora e fauna secam e extinguem-se.
Todos somos um, mas alguns têm condições que dava para todo o mundo ter o mínimo de bom nesta vida. A ambição e a ganância humanas sempre levaram a melhor. Mas há que continuar a fomentar e valorizar quem tem bom coração, quem se esforça por um todo e por ser melhor ser humano. Assim continua a se espalhar o bem por toda a gente que se encontra.
segunda-feira, setembro 07, 2026
Dissolvido
quarta-feira, setembro 02, 2026
45 (improv)
Queria ter mudado o mundo
Mas o mundo foi quem me mudou
Amargurou, pisoteou
Permaneci só um resquício
De mim
Uma aguarela ténue
Alojada no peito
Por trás do carvão
De um envelhecido coração
Os olhos falham
Mas o olhar não
Tem rasgos de beleza
Para se surpreender
No meio da escuridão
sábado, agosto 29, 2026
sexta-feira, agosto 28, 2026
Da vida
A vida pode ser aditiva, especialmente o teu fogo, o êxtase e o clímax de que és dono. A forma como os fabricas, como um mestre marionetista, o furor da dança dos corpos sedentos de alheamento e afago.
Mas o que é a vida para cada um? É o que os faz felizes? Aquilo que os faz viver? Sentir? Sentir o quê? Se aquilo que é vida para maioria é precisamente o que os impede de sentir grande parte dela, do que foi, do que há-de ser. Viver na consumição do presente é morrer, estar ausente também sem estar no passado nem no futuro. Só quem vive realmente é que está conectado, com tudo o que é, foi, será, convivendo com a sua verdade e totalidade. Tudo mais, em partes pequenas apenas, é subterfúgio. Mesmo que seja escolha consciente, mesmo que seja essa a decisão do que invente.
Ter a coragem de viver é admitir a sua incapacidade, a sua vulnerabilidade, perante os acontecimentos que não comandamos e abraçar integralmente quem somos e não só o que amamos. Deixar ser-se atravessado pela sua verdade. A vida é maior do que pensamos.
Eclipsando-nos
Não posso fingir que não sinto o que sinto. Digo-me que é uma mentira da minha cabeça, que foi tudo uma ilusão, que foi das bruxas o feitiço com a Lua e Plutão. Mas nada retira a razão. Peço sempre a todos os eclipses que assim como tu, também eu tenha eclipsado de vez este sentir do coração. Um amor que não é amor, o que é então? Não é possessão, obsessão, fanatismo, demonização, praga antiga, karma, fatalidade, quebranto, violação?
E quando vejo esse fino fio do eclipse lunar e ainda me agarro e ao mesmo tempo peço esse anseio da dissolução, sinto que se acaba tudo, por um fio, por agressão.
Esquece de vez, como ele nunca se lembrou, coração. (acabou, não acabou? 💨)
quarta-feira, agosto 26, 2026
quinta-feira, agosto 20, 2026
quarta-feira, agosto 19, 2026
segunda-feira, agosto 17, 2026
Anedonia
domingo, agosto 16, 2026
A última vez que vimos Paris
Eu nunca vi Paris. Senão como nos últimos anos nas aguarelas do Alex Hill, ou há pouco tempo na série Cat's Eyes ou na Emily in Paris, ou em filmes como A última vez que vi Paris, ou tantos outros.
sábado, agosto 15, 2026
Sentir
Nunca conheci alguém suficientemente corajoso para sentir verdadeiramente tudo. Então tornei me eu nessa pessoa, por acaso das circunstâncias várias que me atravessaram.
Senti tudo o que há para sentir de tipos de emoções. Com o avançar dos anos fui permitindo que as emoções tomassem conta no momento em que elas surgiram e estou orgulhosa por ter feito isso, depois de tanta repressão que me foi feita.
Não é à toa que para mim estar anedónica é das coisas piores.
