segunda-feira, junho 08, 2026

O teu nome já não é "ato falho"?

 Queria que o teu nome fosse leve pena na minha língua para que eu conseguisse dizê-lo. 


("Não, ainda não foi desta.)

Menina

 Pára com essa doença 
Ele é jovem, artista de shows
Tem um amor 
A quem disse o mesmo 
Que o outro te disse 
Por isso não deve haver espaço 
Para mais nada do que ela
Que tu escolheste de antemão 
E tu estás velha e partida e torta
E contaminada de recordação 
Até do outro coração 

Ela é a menina dos seus olhos 
Tu não 
Por isso lembra toda a ilusão 
E consequente desilusão 
Toda a única longa obsessão 
Todo o ódio e maldição 
E sacode de vez esse tapete
Que empoeirou
Não levantou do chão 
E enterra-o ou desfá-lo
Do teu coração 

Menina
O diabo tem-te no caixão 
Incinerada como bruxa
Louca, má e em contramão 

As flores também sangram

 As flores também sangram
Não é mel, não é seiva
É cor
É perfume 
É pungente colorido odor
Tingindo as veias do amor
E tu que não queres saber delas
Senão para lhes sacar o pólen 
Bem podes manter distância 
Porque senão elas te comem


O que é um sonho?

 O que é um sonho mediante a vida? Não o sonho que se tem dormindo, mas o sonho que se vê acordado. Aquele sonho que eu vejo de olhos abertos e olhar emocionado, quase aguado, vislumbrando lá no infinito um delírio. Tão amado. Tão querido. Tão desejado.

A moça que tem o pé sagrado do chão da sua terra, tem benção forte, abraço de acalanto, fé na madrugada, no dia, no nada. Ela joga as rosas no mar e o mundo inteiro vai lá se banhar. Ela conhece a dor e a tormenta mas a sua sorte é benfajeza. Hoje ela mostrou-me o meu esquecido destino, mais uma vez no meu delírio. Amém, Axé, insha'Allah, Oxalá! Maktub. 

domingo, junho 07, 2026

 Isto de ser tudo e de não ser nada, não é muito divertido.

Vazio pacífico

 Esvaziei-me
Nos bons e maus sentidos 
Acabei com os significados
Os amores mais amados
E os que talvez nunca amei

Afinal só os tem 
Quando nós lhes damos 
Atribuímos aos que amamos
Um bocado extra também 

O amor já foi e se arrumou
Não volta mais e ainda bem
Sempre foi mais capaz
Quem não é de ninguém 




Mágoa

 Eu acolhi-te nos meus braços
Lembras-te?
E tu não ligaste muito
Até eu dizer algo
Afinal as palavras te importam 
Sempre te importaram
Mesmo quando as renegas 

Tu sabes o que fizeste
Tu sabes o que disseste 

Eu desmanchei-me como areia
Que não se aguenta na escultura 
E atormentada como já estava
Desabei em pranto e mágoa


Boneco

 Sim, entendi
Para dizimar a dor
E todo o caos e mágoa 
Só os grandes furacões 
Que não deixam nada
E com a Polónia devastada
Se ouve Chopin tocar de novo

A anedonia não foi salva
Apenas por um papagaio de papel 
Nem vestidos, nem um donut
Nem um lugar com amigos 
Mas tudo isso

Essa tua miudeca não é nada
Embora tenha sido escolhida 
Também por mim a dedo
Sabemos nós o segredo

Tu és um boneco Michelin 
No deserto e negro
Daquele negro patenteado 
Que depois foi libertado

Quando yo muera mañana
...

 Com tudo, acabo de me aperceber que nunca tive nada de bom que não resultasse da minha necessidade de lutar a cada dia para não morrer e, portanto, estando atenta a tudo por defeito do stress pós-traumático que me foi incutido, procurei agarrar um bocadinho de algo que parecesse belo e bom para contrapor a fealdade e o horror do que sempre passei.

Dos meus sonhos mínimos

 Há os serviços mínimos que se procura garantir numa situação de greve e há os sonhos mínimos que se procura porque não se pode sonhar.

Eu queria poder ir à casa-de-banho à-vontade sem ter de limpar tudo antes a cada vez e não poder sentar e passar dificuldade porque a sanita tem aquela porra de assento sobre-elevado que só faz mal. Ter de viver ainda para mais com alguém que nem fecha a tampa da sanita mas vangloria-se aos outros de lavar até as cascas da banana 🤦🏽😵

Eu queria poder dormir (!!), sem ouvir estrondos a toda a hora de portas e loiças e a puxarem cuspo e a tossir e espirrar tudo perto e virado para onde estou, sem fecharem a porta de onde estão; sem ser acordada com cheiros tóxicos, muitas vezes nauseabundos, de pimentas e etc. na minha cara vindos pela parede em frente à minha cara e pela porta.

Eu queria poder cozinhar (sem ter de ser em stress em 15 minutos) e comer (sem ser num cantinho no meu quarto) e qualquer coisa que nem é nutricionalmente completa e apenas uma refeição por dia, se puder chamar isso de refeição. AINDA POR CIMA EU COZINHO BEM e várias cozinhas do mundo todo, tendo visto décadas de Masterchef Austrália e começado a cozinhar aos 7 anos, arroz com ovo, panquecas e assim. Queria tanto poder iniciar comendo alguma coisa mais completa como aveia cozida com banana e canela, um ovo mexido em tosta de sementes, um sumo natural. Algo como as pessoas saudáveis normais. Mas nem isso me é acessível. Agora com a idade ainda mais vou definhando.

Enfim, também ia escrever algo como "ir dar um passeio, arejar", mas já estou deprimida com as minhas impossibilidades de coisas que para a maioria são simples e eu pelos vistos nunca terei. 

sábado, junho 06, 2026

#VemMeteoro

 Com sorte talvez fosse
Que o Ro. criava o buraco negro
E nos implodisse de vez
Mesmo se já estivermos num

Com sorte talvez fosse 
Que o #vemmeteoro da Paulocas
Acontecesse de vir e acertar
Mesmo à grande e de vez

Com sorte talvez fosse 
Que algum dos bélicos 
Se pusesse a explodir
Uma bomba atómica 

Com sorte talvez fosse 
Que a partícula de Higgs
Nos eclipsasse com o LHC
Já que Deus é um bosão 


PS: Com sorte eu morro sem sofrer mais.

"De volta pro aconchego"

 A linda cantora Priscilla Frade postou de novo ela a cantar essa música eterna que me remete para a minha avó a ver novelas brasileiras comigo. Acho que era na novela Tieta, ou assim, sei que era a voz da Elba Ramalho, pelo menos foi o conhecimento com que fiquei. A minha avó morou uns pouquitos anos connosco, para ajudar quando o meu irmão nasceu, mas também depois já não aguentou ver os maus tratos que eu sofria e o facto de a minha mãe ser uma déspota para com todos e nunca mais quis viver aqui. Ela lamentava muito tudo, mas também não podia fazer nada. Ao menos, lembro, que ela pelo menos foi uma das pessoas que ouvi dizer "ugirau" e assim a tentar parar a minha mãe de me ameaçar e bater. Infelizmente até foi por isso que eu intuitivamente comecei a escrever num diário e lia-se lá eu com apenas uns 8 anos e durante uma semana não houve um dia em que ela não me ameaçasse ou batesse. Fosse por que motivo fosse: desde pontapear-me na despensa comigo no chão porque eu não queria usar sapatos apertados que doíam para ir à igreja, até ao troco que o senhor da mercearia dava errado, e eu é que era a culpada e eu tinha que lá voltar e reclamar, com 5 anos, fora quase todos os dias para obrigar-me a engolir rápido e porque eu ia à casa-de-banho, quando eu já fui mal feita com doença congénita de piloro que não fecha como deve ser, além de ter herdado lactointolerância do meu pai, confirmada pela médica do Pulido Valente só em 2006. Aos 7 bateu-me no meio da rua à frente da camioneta recém-chegada do passeio da escola (por causa de eu ter dito q tinha caído q m tinham empurrado do palco a q subimos; "pq é q foste lá?" e bateu-me, quando tds tínhamos de ir, óbvio, fomos com a professora) depois de um colega, Tiago, bully branco e forte ter--me empurrado para trás de mais de três metros de altura e os meus restantes colegas ao verem-me estirada no chão pensarem que eu tinha morrido. Houve uma coleguinha que ainda me veio dizer que percebeu que eu tentei aterrar em pé. Agora parece uma coisa cómica esse aspecto. Mas ela tinha razão, tentei mesmo. E é curioso como no ano anterior o meu vizinho do 11° andar e colega de carteira, Marco, tinha morrido caindo pela janela. Nunca associei uma coisa à outra, só agora. Para que serve estes exercícios da escrita senão para processar, como sempre. Para não falar de quando tinha 9 anos e ela entrou na casa de banho enquanto eu estava a tomar banho e bateu-me, ainda me lembro de como senti humilhada ainda mais por estar nua ela bater-me assim directamente na carne encharcada. Eu demorava a tomar banho por causa de lavar o cabelo, mas ela nunca se importou com nada do que era meu, nunca me ouvia, nunca me deixava abrir a boca nem chorar sequer. Batia-me para eu parar de chorar, tal é a psicopatia dela. As pessoas não fazem ideia do que é ter a pessoa que nos pôs no mundo a tratar-nos mal e odiar-nos e fazer-nos odiarmo-nos e odiarmos termos nascido, desde que somos crianças. Os agressores também são assim. Depois esquecem do que fazem nesses supostos surtos (ou dão desculpas, mas nunca admitem nem se desculpam) toda a hora a descarregar no mais fraco violentamente e culpam-nos por sermos traumatizados e dizem que inventamos e imaginamos e mentimos. Lembro que as poucas mentiras que eu era obrigada a dizer era para salvar o meu irmãozinho e arcar eu com as culpas e respectiva porrada que era para ela não se chatear com ele (porque ele tinha asma e eu poupava-o e tentava protegê-lo de tudo, até mesmo quando ele me danificava as coisas ou fazia-me mal porque também tinha aprendido a bater e a ser possessivo com os brinquedos e a fazer o que quisesse de desarrumacao porque não tinha consequências e eu é que estava sempre a ter de arrumar a cada instante em modo alerta). Até hoje ninguém se lembra de nada, ninguém sabe nada, ninguém faz nada. A família toda via, ouvia, mas tinha medo dela e então nunca me protegeram nem fizeram nada. O meu tio, irmão dela que não a suportava, ainda me vinha dizer que a culpa era do meu pai que permite tudo dela. Ele tinha razão, mas também o meu pai teve o AVC, ainda mais com o stress que ela lhe causou com a sua ganância, deixá-lo sozinho aqui comigo e com o meu irmão e até a minha irmã até levá-la também. Eles, meus tios todos que diziam isso do meu pai, não entendiam que também o meu pai foi vítima de violência doméstica como eu, além de tudo o resto. Viver em constante stress, ameaça, maus tratos e sem qualquer amor de verdade, ou carinho que fosse, dá cabo de qualquer família/pessoa.

Acho que a minha avó se soubesse tudo o que passei nesta vida por causa da psicopatia da minha filha dela e até hj, com  quase eu a fazer 45 anos com a vida e todas as hipóteses destruídas por causa dela, se tivesse oportunidade de regressar no tempo e se lhe dessem a opção ela provavelmente não a teria tido, só para me salvar. Porque ao contrário do que a minha mãe me quis meter na cabeça que a minha avó gritava comigo tanto que até se ouvia lá fora, eu sei que a minha avó sempre me amou e toda a gente sempre me veio dizer depois também e, ao contrário, pessoas (inclusive uma chorar desesperada a pedir ajuda) vieram contar as coisas horríveis que a minha mãe lhes fez. Precisamente a mim do nada, porque a minha mãe sempre falou mal de mim a todos eles e, por isso, eles se sentiam à-vontade para me vir chatear com as coisas dela. Ela, tal como todos os psicopatas narcisistas bipolares, só agrada as pessoas de quem depende emocionalmente ou para coisa outro objectivo, isto é até elas discordarem dela, ou criticarem-na. Ela só muda o seu tom, o seu comportamento, falseando completamente, quando é para agradar os outros para que gostem dela, ou quando tem algum benefício próprio com isso. 

Enfim, infelizmente nós nunca tivemos qualquer aconchego dela, senão no início de tudo e mesmo assim durou pouquíssimo, um par de anos, se tanto, foi o que ela demorou para entender que ela tinha usado o meu pai para se safar mas que ele afinal não lhe ia dar as condições de vida que ela queria e de frustração em frustração lá foi acumulando mais ódio pela sua própria vida e decisões, das quais nos culpa até hoje, porque não lhe deu certo também quando se foi embora e teve de voltar forçada. 

Enfim, passei a vida a esconder tudo e a raramente explodir verborreando todos os traumas que ficaram tão marcadamente, como se fosse quase ontem, como é apanágio de traumas, por vergonha de passar por isso tudo e mais, de quem vem, e até hoje não ter conseguido melhorar a situação (mas já tendo tido terapia suficiente de 2018-2020 e 2021-2023, para saber o suficiente sobre os mecanismos que as pessoas não curarão nunca e infernizarão a vida de todos), que já desisti de tudo, especialmente depois das últimas mortes que soube e de mais uma vez ter sido desapoiada, insultada e continuar a viver num inferno diário. 

Eles não sabem quantas vezes eu defendi-os e protegi-os, quantas vezes eu pus-me à frente, levando eu até e impedindo que ela os magoasse, Quantas vezes ela nos feixou. Tudo o que eu não pude fazer e perdi, nomeadamente todas as minhas tentativas de relações mais sérias tive que sacrificar por causa de todas as porcarias que eu tinha sempre de estar a postos. 

O médico tinha razão afinal e eu nunca poderei ficar boa de todas as doenças autoimunes por causa dela e tudo o que ela caisou em mim e continua para seu bel-prazer de narcisista vingativa que quer sempre mostrar o seu poder, castigar e fazer o que quer, como todos os ditadores fazem com as suas vítimas só para se sentirem mais fortes e mais importantes e poderosos, porque no fundo odeiam-se mas jamais admitem a sua rede compulsiva de mentiras que passaram a vida a repetir para os outros e para si mesmos. 

PS: A Priscilla dizia para enviarmos a música para quem é o nosso aconchego. Eu dei por mim mais uma a constatar que não tenho ninguém. Mas hoje pude deitar para fora um bocadinho do que me faz tanto mal. Diz que ajuda ter alguém que nos escute, realmente veja, e que valide a nossa dor de alguma forma (obrigada S. tb). Agora, de repente, pensei: será que se pusesse a coisa desta maneira (o que seria se alguém fizesse isso tudo a alguma criança que ela diz que ama, como o bebé R. ou a L.? ou se alguma mãe tratasse alguma filha que ela ama como ela me tratou a vida toda. ainda tive eu de ouvir de exemplos que ela dava de como outras mães batiam nos filhos) ela havia de entender um bocado de todo o terror, horror e tortura que sempre me fez passar? Ah, pois, psicopatas nunca sentem nada de empatia pelos outros, só mesmo quando lhes toca a eles alguma coisa é que já fazem escândalo.

Dorme bem

 Estás a dormir 
E eu nunca tentei 
Entrar nos teus sonhos 
Já eu só tenho pesadelos 
Ultimamente 
Sei que não há a gente 
Nunca houve 
Mas continuo errante
Desalmada
Como me pintaste
E a inventar 
Como ela me acusou
Porém os factos da escrita 
São distintos e jornalísticos 
E tu sabe-lo como ninguém 
Que a linguagem tem função 
E o silêncio vai muito além 

A visão de ti

 A visão de ti
Arranca de mim 
"Meu menino"
Suspiro e sede
Daquele abraço 
Negado
Do amor estragado 
Que é só Poesia
Que espera a Primavera 
Para renascer

O AMOR EXISTE!
Afinal não era só naquela 

Sem nada

 Pode-se viver sem motivo? Sem ter qualquer objectivo? Claro que sim. Pois todas as razões para se viver são inválidas perante a fatalidade de todos nós irmos morrer.

Até mesmo com o contrário, uma pessoa tendo motivos para morrer, mas continua viva, vá-se lá saber.  Nada tem razão de ser.

O teu rosto será o último

 O teu rosto será o último 
que eu desenharei
pois nenhum outro
se compara ao teu

E eu que nunca me apaixonei 
Fácil ou rapidamente 
Fui me dar comigo
Só depois completamente 
Perdida de paixão 
Por ti

Não há ninguém 
Em tua comparação 

O teu rosto
De dor e mágoa
Foi a minha doce e atormentada
Prisão 


(só agora é que reparei que tens um longo osso antes da cana do nariz. o meu e do meu pai é inexistente, ainda no outro dia dizia-lhe que estou a ficar com um vinco como o dele e já vou ficar como ele com ar de guardião do templo chinês zangado. ele perguntou se eu também estava a ficar com o sulco a meio do queixo como é o dele e eu disse-lhe que achava que não, que isso era mais dos homens, então lembrei de ti que tb tinhas, mas também de uma actriz. por isso não é mais atributo masculino, né? quando ficar ainda mais velha deve aparecer também, já começaram as primeiras rugas.)

quarta-feira, junho 03, 2026

Nunca pudemos ser amigos

 Que é essa dor 
Que carregas
Por trás do sorriso 
Quando és amigo
De toda a gente? 

Só tu me amaste
Com tal desespero 
Que depois deixaste
Em mim saudades 
De ter amor inteiro

Talvez a amizade 
Nunca tenha sido
O nosso melhor
Porque nos amámos
Com paixão e ardor



Amor de Lua Azul

 - Eu tive medo, achei que não ia ser suficiente para ti. 

- Tu eras tudo o que eu queria e tudo o que eu precisava. 

(filme Blue Moon Love)

Aqueles diálogos que aparecem na minha cabeça

 - Tu nunca nos deste valor.

- Pois, deve ter sido, deve. Especialmente quando só continuei viva por causa de vocês, (inclusive para que não sofressem se eu me matasse, como cedo tive o exemplo da Filipinski em relação ao irmão dela) mesmo quando vocês me fizeram coisas que me fizeram querer morrer. 

(saudades Filipinski)

terça-feira, junho 02, 2026

"O que é que tu finges para ti mesmo que não sabes?"

 Todas as coisas que "finjo" para mim mesmo não saber é sobre outras pessoas que infelizmente tenho de aturar. Nomeadamente o quão nojentas, racistas, fascistas, narcisistas, violentas, traidoras, falsas, conseguem ser. 

Sobre mim mesmo já não finjo nada, estou a própria Baba Yaga, não só de aspecto 😅🤷🏽😶

segunda-feira, junho 01, 2026

Essa é que é essa

É engraçado como a vida é...
Passa-se por uma série de coisas, depois tratamos de as entender e aprender as lições sobre nós...
Ainda assim, depois de mudarmos completamente, chegamos à mesma ideia que tentámos combater a vida toda...
A verdade é que a minha vida nunca fez sentido sem ele. E nunca mais terá qualquer sentido (mesmo que a vida toda só tenha sido servir para a vida dos outros e sucesso alheio, com ele falo de a vida ter sentido por causa dele como era, ou pensava eu que ele era, e não por causa de qualquer propósito ou servitude que eu tenha feito como naturalmente passei a vida a fazer). Aliás, bastou ouvir uns segundos da voz dele numa canção que já não ouvia há séculos e eis que se deu esse pensamento que despoletou tudo isto aqui escrito. 
Essa é que é essa...

(vdd q tb foi tudo tão confuso, intenso e ilusório, q tb n fez sentido, s formos a ver bem 🤷🏽🤦🏽 {ele salvou-me, foi tudo para mim e eu destruí-lhe o sossego por causa da minha obsessão em obter respostas e entender o que raio se passava com toda a bodega qbme vinham dizer e as cenas dele💔😐😐🖤pena q a culpa dps n m fez morrer finalmente e continuo aqui tds os dias neste calvário de pagar pelos pecados})

domingo, maio 31, 2026

 Disseste que virias
E as figueiras deram flor
Não há nas perfumarias
Esse belo odor

Vem Junho o teu mês
De Santo padroeiro 
Escrevo quadras que lês 
Mas não te vejo inteiro

Aldrabaste-me mas é
E eu ingénua caí
Estou aqui sempre em pé 
À espera de onde não saí

Vê lá se vens depressa 
Porque a morte é célere 
E nada mais me interessa
E os figos nascem em breve

Dança circular

 Escreveste-me canções 
Afogaste-as em vinho
Acabaste-me as ilusões 
Deixaste-me sozinho

Foste embora sem dizeres
Que me amarias sem mim
Escrevi-te para me leres
O que não te disse no fim 

No meu delírio por ti
Vejo filmes com casamentos
Hoje vi um como se sim
Me convertesse os pensamentos

E nas voltas da vida a dois
A promessa eterna da felicidade 
Mesmo com dificuldades depois 
A do outro era prioridade 




Nunca mais amei assim

 Amei-te tanto que enlouqueci
Com uma paixão que se ardeu 
Amei-te tanto que endoideci 
Com uma paixão que se morreu 

Amei-te tanto que embruteci
Com uma paixão que se f*deu
Amei-te tanto que insisti
Com uma paixão que se perdeu

Amei-te tanto que resisti
Com uma paixão que se feneceu
Amei-te tanto que assisti 
Com uma paixão que se encolheu

Amei-te tanto que desisti 
Com uma paixão que se rompeu
Amei-te tanto que despedi
Com uma paixão que se escafedeu

sábado, maio 30, 2026

 Se sentires completamente, és capaz de te conhecer de tal forma que te tornas um com a realidade.