segunda-feira, março 09, 2026
Ilusão
quarta-feira, fevereiro 11, 2026
Cipreste centenário
Encontrarei o grande amor perto do cipreste centenário. (eu vou saber que é ele) No ar sentirei o seu cheiro e depois o dele ao me abraçar. O meu grande amor para sempre é ele, tronco altivo que me guarda na sua sombra, envolve-me com os seus ramos. Das últimas vezes que fui vê-lo não estava muito bem, afectado pelo Inverno. A sua imensa copa apareceu muito reduzida e com galhos nus, finos, retorcidos, como que a agonizar com o frio. Eu apanhei um dos pedaços de galhos e terminações e trouxe comigo. Desde que começaram as tempestades consecutivas tenho-me lembrado. Como estará o meu cipreste, a minha árvore favorita? Sinto-a despedida, um pouco desprotegida, mas lá ainda. Que saudades tenho!
Já não me interessa sobre Pessoa. Apenas imagino o meu grande amor a chegar junto ao cipreste. Talvez possamos tocá-lo juntos para vitalizá-lo com o nosso amor. Talvez isso faça-o frondoso de novo e nunca morrer. E os seus pequenos frutos, tal como tudo nele é tão perfeito nas suas geometrias, possam abundar e até resinosos se ponham a exalar. Já faltou mais para a Primavera chegar!
Cipreste centenário, meu amor inteiro e relicário, leva comigo dentro.
sexta-feira, novembro 21, 2025
Fotojornalismo
terça-feira, agosto 05, 2025
Colibri
"os aztecas acreditavam que depois de morrerem transformavam-se em colibris".
e eu que sou um colibri, no que me transformarei?
(chorei no fim e tive mais uma hemorragia espontânea a vir da boca, dor de cabeça do mesmo lado de sempre..)
quinta-feira, março 20, 2025
Da Arte
domingo, março 02, 2025
Para lá de Marraquexe
Talvez a minha lucidez, apesar de sobejamente conhecida por ser tanta, fique aquém perante a dança dos demónios interiores e fantasmas brincalhões fazendo questão de me mostrar casas de horrores.
Talvez só por isso sejamos artistas. Porque não conseguimos viver imbuídos apenas de elegância e beleza, de subtilezas de porcelanas e flores de cerejeiras. Temos necessariamente de expurgar todas as sombras e tenazes maldades que vêm circundar e tentar sufocar a pureza, extinguir a inocência.
Talvez então o uso dos ópios, não os do povo, mas os ócios que permitem espaçar-nos da realidade e embriagar-nos de fantasias.
Eu morri um dia. Já muitas vezes. Mas na verdade todas somaram-se em duas - talvez todas as físicas e todas as amorosas. Tu serias a minha terceira morte, a minha derradeira; contigo o meu infinito começaria, física e amorosamente e não somente.
Amo-te como àquele azul impossível que busquei/busco. Amo-te como àquela luz cálida do ocaso crepuscular no horizonte a cair sobre o mar. Talvez não haja mais nada que eu ame. Talvez seja demasiado tarde para ainda continuar a sonhar.
Tocar o infindável absoluto, a "pescadinha de rabo na boca" que é este Cosmos, o gineceu do apogeu, o ar, o brilho, a consciência, sem caleidoscópio. Está tudo no teu olhar.
(après YSL filme)
sexta-feira, fevereiro 28, 2025
segunda-feira, fevereiro 17, 2025
Caminho
terça-feira, janeiro 14, 2025
Onde está o amor
domingo, dezembro 29, 2024
Ele tem sapatos de nuvens
domingo, outubro 06, 2024
Inunda
Vivo em vertigem
Quase parada
Mas inebriada
Pela vida
Que ora me inunda
De Beleza
Ora me inunda
Pela pobreza
Ora me abalroa os sentidos
Ora me revolve os intestinos
Ora me alerta os instintos
Ora me desafia fatal
Ora me enobrece e altiva
Me põe doente
Com Síndrome de Stendhal
sexta-feira, setembro 20, 2024
Pela Beleza
domingo, agosto 11, 2024
domingo, julho 28, 2024
Equilibrium
domingo, junho 16, 2024
A Verdade
domingo, maio 05, 2024
Estado de (c)alma
Agora todas as fotografias têm uns tons meio azuis-esverdeados e como o encontro tímido e impetuoso - como nós fomos - da água doce quando se vai entranhar no mar salgado, também elas permanecem na mente com um élan quase leitoso. Mates. Com pontos de luminosidade que vibram. Corre mansa a aragem das imagens. Já nada é fugaz. Tudo ondula num balanço imperceptível ao olhar despido, mesmo com as suas arestas definidas. O Norte és tu, eu sou o Sul e a bússola aponta-nos no mesmo lugar do x marcado do tesouro no mapa. Eu já não sou pirata. Reformei-me nessa ilha na casinha que construímos. Não fomos ao Japão. Fizemos o Japão vir até nós. Espírito e vento e (c)alma