Em mente cheia e poluída
Não há vazio acolhedor
Para maravilhamento
Poesia e amor
Por muito tempo
Poesia filosófica; Poesia Visual; e outros objectos poéticos de Poeta mera observadora
Povos mal-formados
Pessoas mal-formadas
O grotesco e a barbárie
Com violência colados
São deformidades latas
Na boca do Mundo cárie
Diz-me agora antes que seja tarde:
que era tudo como se disse,
porra, que o amor existe,
e que não há mais ninguém
que possa ter esta ligação
porque a essência é maior
e não há físico nem psique
que lhe chegue aos pés,
na nossa telepatia.
Entenderes isso é que era
algo de inacreditável
deixar o mundano do amor
que é tão grande e bonito
mas nunca é aquele
que é maior do que tudo
Quando já nada nos incomodar
Porque crescemos e compreendemos
Porque limámos as arestas em nós
E deixámos as nossas essências nuas
Para falarem mais alto
Talvez um dia nos encontraremos
Quando tivermos a própria alma completa
E virmos que tivemos uma missão em comum
Maior do que nós e pela Humanidade.
Põe um bocadinho de mim
Em tudo o que fazes
Celebra-me assim
Porque fui para ti vida
Contra as probabilidades
E guarda apenas o bom e o bem
Entende os sentimentos mais além
E porque nos sacrifiquei
Para não sofreres com a minha dor
Das desgraças tira só o amor
Se puderes honra-me a lei
De que sim há o imensurável
E que nem o céu nem o mar
Têm tamanho para nos guardar
Amar alguém acima de tudo é arrancar o próprio coração para que ele viva. É fazer tudo o que é necessário para que ele chegue a ter tudo do mundo.
Eu fiz isso sacrificando-me no caminho, só para que todos os meus irmãos pudessem ser felizes mesmo que sem mim.
E por isso tenho de me perdoar, porque não havia outro caminho, nunca houve.
Acreditar quando dizem que alguém o ama tanto que o pode até salvar da morte. Eu nunca acreditei. Eu vi o Corvo. Eu não estou louca, apenas moribunda.