Ainda não houve nenhum poema que eu tenha escrito e pensado que depois dele podia parar de escrever. Provavelmente nunca haverá um que seja o tal. Àquilo que procuramos não existe. Podemos expressar e criar à exaustão e maior abrangência possíveis, que é impossível pôr tudo o que se pensou e sentiu transformado em palavras. E, por isso, continuamos, imperfeitos, incompletos e incessantes buscadores de um nada.
Escrevo para deixar pequenos vestígios do que nunca poderá ser dito.
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