segunda-feira, novembro 30, 2015
sexta-feira, novembro 27, 2015
Nada tão maior.
Nunca achei que houvesse algo maior que não o Universo.
Mas no bater do teu coração, ao escutar com o meu ouvido encostado ao teu peito, encontrei aí o pulsar do meu mundo; o infinito ritmo da profundidade do meu universo.
Mas no bater do teu coração, ao escutar com o meu ouvido encostado ao teu peito, encontrei aí o pulsar do meu mundo; o infinito ritmo da profundidade do meu universo.
sábado, novembro 14, 2015
quarta-feira, novembro 11, 2015
Ser poetisa é (a)mar
Podia ser Sophia, ou mesmo a minha prima Rosa, mas não, sou eu mesma e ser poetisa é (a)mar.
sábado, novembro 07, 2015
sexta-feira, outubro 30, 2015
O que somos nós?
O que somos nós senão as memórias que experienciámos e que acumulamos? Muitas vezes não são as nossas próprias memórias, mas as dos nossos antepassados, das nossas fotografias nos álbuns de família e de todas as vidas que estão retratadas.
Na nossa mente uma caixa arquivadora que volta e meia se desordena, organizada por separadores de letras, um alfabeto de nomes e caras na memória da vida.
É perigoso o que sinto. É perigoso o sentir. E são perigosas as sensações. Porém, os sentimentos que são aparentemente rebeldes e indomináveis são o conjunto de todas as sensações e do próprio exercício de sentir e por isso o que sinto é impossível de se sentir sem todas as sensações que advêm de factores externos e daí incapazes de serem controlados. Ou seja, o que está dentro de mim não pode ser jamais totalmente controlado pois tem uma imprevisível origem exterior. E as memórias são nada mais que completamente incontroláveis imagens que a mente guarda e vai buscar como arquivos por palavras-chaves.
Na nossa mente uma caixa arquivadora que volta e meia se desordena, organizada por separadores de letras, um alfabeto de nomes e caras na memória da vida.
É perigoso o que sinto. É perigoso o sentir. E são perigosas as sensações. Porém, os sentimentos que são aparentemente rebeldes e indomináveis são o conjunto de todas as sensações e do próprio exercício de sentir e por isso o que sinto é impossível de se sentir sem todas as sensações que advêm de factores externos e daí incapazes de serem controlados. Ou seja, o que está dentro de mim não pode ser jamais totalmente controlado pois tem uma imprevisível origem exterior. E as memórias são nada mais que completamente incontroláveis imagens que a mente guarda e vai buscar como arquivos por palavras-chaves.
domingo, outubro 25, 2015
segunda-feira, outubro 19, 2015
Mais um anoitecer...
Na língua o sabor de uma vida destroçada e nas mãos a aspereza da casca da árvore que foi despida para lucro de indústrias poluidoras.
Amanhã, o ar terá a mesma fragosidade e a terra debaixo dos pés não o é mais, é piso sintético, em que tudo é falso e pernóstico num palco de ilusões.
Amanhã, o ar terá a mesma fragosidade e a terra debaixo dos pés não o é mais, é piso sintético, em que tudo é falso e pernóstico num palco de ilusões.
O cúmulo de ser uma pessoa prevenida é...
... prevenir sobre si mesmo partindo do princípio que se é psicopata, alcoólatra e ninfomaníaco, mesmo não fazendo mal a uma mosca, não bebendo e não praticando sexo. :D
segunda-feira, outubro 12, 2015
A coluna dos heróis.
Em cada vértebra minha está uma vértebra de antepassados heróicos que com os seus carácteres estóicos foram ultrapassando todas as dificuldades. Não falo do meu primo afastado, Camões, de quem tenho o mesmo sangue, mas de Ulisses, Hércules e Prometeu.
Assim, tenho em mim mais espinha dorsal que muitos por aí e só assim para explicar a resiliência perante a desgraça, a miséria e o infortúnio de toda a vida.
Assim, tenho em mim mais espinha dorsal que muitos por aí e só assim para explicar a resiliência perante a desgraça, a miséria e o infortúnio de toda a vida.
domingo, outubro 11, 2015
sábado, outubro 03, 2015
Não há navio, só destroços, capitão!
O único rumo para todos nós
navegantes da vida e das suas marés
é em direcção à morte,
que poderá ser através da tempestade
ou senão apenas da bonança
quando os raios de luz ainda atravessam a escuridão.
navegantes da vida e das suas marés
é em direcção à morte,
que poderá ser através da tempestade
ou senão apenas da bonança
quando os raios de luz ainda atravessam a escuridão.
terça-feira, setembro 29, 2015
domingo, setembro 27, 2015
terça-feira, setembro 22, 2015
Perdê-la...
Perdê-la foi quebrar-se o tempo e ele deixar de existir por completo, entrando eu numa espécie de suspensão dos sentidos. O gosto que a língua deixou de sentir, as mãos que nada conseguiam mais agarrar, o cheiro e o som de tudo o que havia para olhar e que eu não mais via, não mais enxergava, não mais.
Quando algo me relembrava de quanto tempo tinha de facto passado eu não acreditava porque ele para mim não tinha passado. "Onde foi o tempo?", perguntavam. Eu nunca soube, nem sequer soube que ele tivesse ido.
Ela sempre dentro de mim, mais do que eu mesma, sempre presente no vazio da ausência que deixou. Porque agora já se sabe que existe matéria num buraco negro e que o vazio espacial tem substância, tem peso e dimensão. Porque agora e, sempre, eu soube que ela existia como vórtex espácio-temporal no meu coração.
Eu não vou perdê-la. Eu não vou perdê-la. Eu não vou perdê-la. Nunca.
Quando algo me relembrava de quanto tempo tinha de facto passado eu não acreditava porque ele para mim não tinha passado. "Onde foi o tempo?", perguntavam. Eu nunca soube, nem sequer soube que ele tivesse ido.
Ela sempre dentro de mim, mais do que eu mesma, sempre presente no vazio da ausência que deixou. Porque agora já se sabe que existe matéria num buraco negro e que o vazio espacial tem substância, tem peso e dimensão. Porque agora e, sempre, eu soube que ela existia como vórtex espácio-temporal no meu coração.
Eu não vou perdê-la. Eu não vou perdê-la. Eu não vou perdê-la. Nunca.
sexta-feira, setembro 11, 2015
A estrutura da dor
Se nós nos compararmos a uma casa poderemos dizer que quando a dor abala demasiado as estruturas a casa cai.
E podemos sempre construir em cima das ruínas.
E podemos sempre construir em cima das ruínas.
terça-feira, setembro 01, 2015
terça-feira, agosto 25, 2015
A profissão da solidão
Nos tempos modernos uma das mais complicadas profissões é a da solidão. Não são necessariamente corações vazios e desempregados que habitam as pessoas sós. A vida encarrega-se de separar da multidão as pessoas sós e assim, uma vez destrinçada a natureza delas, podem professar a solidão com esmero e bravura que lhes é exigido.
domingo, agosto 16, 2015
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