Dizem que para nos mantermos vivos é preciso estar sempre com uma ocupação, estabelecer objectivos e ter algo a que aspirar (sonhar).
Ao sermos humanos temos consciência da própria morte e embora a maioria não a tenha sempre presente existem muitas vezes em que somos lembrados da sua inevitabilidade. Existem, porém, outras pessoas (menos) que têm sempre noção da morte, ou porque a sentem em si mesmos, ou porque vêem-na no dia-a-dia, ou porque pensam em morrer, ou apenas porque têm sempre presente que ela vai chegar a qualquer momento.
Nestas sociedades modernas, são poucas as pessoas que almejam solidão. Todos têm sede de contacto e uma maioria destes, hoje, consegue-o através das tecnologias de comunicação, criando múltiplas relações virtuais, mas que as fazem sentirem-se mais e mais isolados. É para isso que caminhamos há algum tempo: o isolamento e consequente depressão.
Pensar que as profissões do futuro estarão mormente ligadas a isto é uma possibilidade: haverá mais necessidade de apoio psicológico e psiquiátrico, e de nutricionistas focados para uma alimentação "mais feliz" e afins, tal como um boom dessa espécie estranha que são os designados "life coachs".
No tempo de Kurt Cobain não se sabia a depressão como doença, não se sabia que ela existia por causa, entre outros, das alterações/desequilíbrios químicos decorrentes no organismo e que é uma doença tratável e mesmo curável.
Agora que Robin Williams - actor e comediante excelso - faleceu por causa dos seus problemas de lidar com uma depressão e desequilíbrios químicos no organismo há mais de 30 anos, pode ser que as pessoas entendam que a depressão é de facto uma doença como tantas outras, com consequências não só mentais mas físicas. Pode ser que as pessoas percebam que mesmo o melhor dos humoristas, as pessoas mais alegres e animadas, têm crises profundas de depressão, não porque querem e "é da cabeça delas", mas apenas por causa de processos que ocorrem a nível interno quimicamente que não conseguem controlar, à semelhança de uma constipação ou outra doença qualquer.
Penso que Robin Williams ficaria extremamente contente por saber que a sua morte contribuiu para que as pessoas finalmente tivessem noção e acordassem para esta epidemia moderna, silenciosa, que qualquer um pode ter a dada altura na vida, que é a depressão.
quinta-feira, agosto 14, 2014
terça-feira, agosto 12, 2014
quinta-feira, julho 24, 2014
Golpes desta guerra de vida
Golpes e mais golpes,
golpeado pela vida inteira
uma e outra vez, sem descanso...
Primeiramente, ainda no ventre,
o terramoto da queda e tudo sangue
e tudo negro e a seguir
foi o punhal que rasgou o ventre
e eu de um roxeado mas vivo.
Depois, ainda na pré-adolescência,
aperceber-me pela primeira vez
do quanto tudo é horrível e vão
e todos os golpes que sofrera na pele,
só até então, tal como tudo,
derradeiramente não fazerem qualquer sentido.
Posteriormente a terrível consumação de tudo ser muito tudo.
Os golpes que nos ferem como bicadas de abutres
e outros necrófagos..., morrer e continuar a ser golpeado.
Vivendo como irmãos de Sísifo e Prometeu,
com facas a rasgarem a veias dos braços
e a apunhalarem-nos o corpo repetidamente
nos sítios em que as feridas nunca chegam a fechar completamente,
onde já foi arrancado o órgão e continua o seu fantasma.
Os rostos dos agressores fundem-se e toda a dor é una
e toda a dilaceração jorra sangue ininterruptamente.
É o bebé que morreu mas continuou vivo,
é a criança que foi violada mas enquanto cresce sorri,
é o adulto que sempre foi órfão e sempre será,
é o idoso que nunca importa e nunca importará:
milhares de vidas e mundos sempre destruídos,
golpe atrás de golpe com pequenas pausas
para regenerar apenas o suficiente para haver de novo terreno para bombardear.
golpeado pela vida inteira
uma e outra vez, sem descanso...
Primeiramente, ainda no ventre,
o terramoto da queda e tudo sangue
e tudo negro e a seguir
foi o punhal que rasgou o ventre
e eu de um roxeado mas vivo.
Depois, ainda na pré-adolescência,
aperceber-me pela primeira vez
do quanto tudo é horrível e vão
e todos os golpes que sofrera na pele,
só até então, tal como tudo,
derradeiramente não fazerem qualquer sentido.
Posteriormente a terrível consumação de tudo ser muito tudo.
Os golpes que nos ferem como bicadas de abutres
e outros necrófagos..., morrer e continuar a ser golpeado.
Vivendo como irmãos de Sísifo e Prometeu,
com facas a rasgarem a veias dos braços
e a apunhalarem-nos o corpo repetidamente
nos sítios em que as feridas nunca chegam a fechar completamente,
onde já foi arrancado o órgão e continua o seu fantasma.
Os rostos dos agressores fundem-se e toda a dor é una
e toda a dilaceração jorra sangue ininterruptamente.
É o bebé que morreu mas continuou vivo,
é a criança que foi violada mas enquanto cresce sorri,
é o adulto que sempre foi órfão e sempre será,
é o idoso que nunca importa e nunca importará:
milhares de vidas e mundos sempre destruídos,
golpe atrás de golpe com pequenas pausas
para regenerar apenas o suficiente para haver de novo terreno para bombardear.
quarta-feira, julho 16, 2014
O Tempo é um desperdício de vida.
O Tempo é um desperdício de vida. Já que a Vida em si não vale nada. Todos os dias morrem crianças. Todos os dias são torturadas pessoas. Todos os dias há pessoas a serem escravizadas. Todos os dias existem os gritos de dor silenciados de tantas e tantas pessoas. Todos os dias assistimos, incapazes de fazer o que seja, às injustiças grotescas que causam tanto sofrimento a tanta gente.
O Universo criou muito mais beldade do que nós. Nós, sendo conscientes e poderosos com a nossa capacidade de decisão, apenas criámos mais fealdade do que beleza neste mundo que habitamos e destruímos impunemente. E em todos os espaços que estivéssemos havíamos de proceder à mesma destruição, porque somos demasiado imperfeitos, demasiado poluídos ou apenas com uma evolução demasiado atrofiada.
O Universo criou muito mais beldade do que nós. Nós, sendo conscientes e poderosos com a nossa capacidade de decisão, apenas criámos mais fealdade do que beleza neste mundo que habitamos e destruímos impunemente. E em todos os espaços que estivéssemos havíamos de proceder à mesma destruição, porque somos demasiado imperfeitos, demasiado poluídos ou apenas com uma evolução demasiado atrofiada.
sexta-feira, julho 11, 2014
sexta-feira, junho 27, 2014
Não sei se é longa a viagem, pois tudo se torna relativo quando comparado
e nada parece existir por si só, mas sinto com certeza
que tenho mais chão nos ombros do que debaixo dos pés
e que carrego mais poeira nos olhos do que nos ombros.
E nas minhas mãos tantas silhuetas, e nas suas palmas tantas cinzas de tantos corpos...
A vida é um sopro, perene, e todavia tem a intensidade do que arde
e se esfumaça, deixando às vezes microscópicas partículas para trás.
Custou a entender e talvez não tenha agarrado todo o significado
do que vi e vivi agora em poucos minutos que duraram muito mais do que isso
- perceber que o amor é apenas um sonho cinematográfico, mas de facto o mais doce a se ter.
e nada parece existir por si só, mas sinto com certeza
que tenho mais chão nos ombros do que debaixo dos pés
e que carrego mais poeira nos olhos do que nos ombros.
E nas minhas mãos tantas silhuetas, e nas suas palmas tantas cinzas de tantos corpos...
A vida é um sopro, perene, e todavia tem a intensidade do que arde
e se esfumaça, deixando às vezes microscópicas partículas para trás.
Custou a entender e talvez não tenha agarrado todo o significado
do que vi e vivi agora em poucos minutos que duraram muito mais do que isso
- perceber que o amor é apenas um sonho cinematográfico, mas de facto o mais doce a se ter.
sexta-feira, junho 13, 2014
Do apocalipse da humanização
É deplorável...
Pensar que agora as pessoas têm de competir com objectos e afins (smartphones, jogos, redes sociais, etc.) só para ter a atenção das pessoas. Não se passa de bestas zombificadas. Depois têm a lata de dizerem que estão muito ocupadas, quando precisamente dispondo de telemóvel bastam menos de 15 segundos para dar um toque, dar sinal de vida, a outra pessoa.
Há 15 anos atrás a maioria das pessoas não tinha telemóvel e eram todas mais humanas que isso nas suas (então verdadeiras) relações interpessoais.
Pensar que agora as pessoas têm de competir com objectos e afins (smartphones, jogos, redes sociais, etc.) só para ter a atenção das pessoas. Não se passa de bestas zombificadas. Depois têm a lata de dizerem que estão muito ocupadas, quando precisamente dispondo de telemóvel bastam menos de 15 segundos para dar um toque, dar sinal de vida, a outra pessoa.
Há 15 anos atrás a maioria das pessoas não tinha telemóvel e eram todas mais humanas que isso nas suas (então verdadeiras) relações interpessoais.
quinta-feira, maio 22, 2014
quarta-feira, maio 07, 2014
sexta-feira, maio 02, 2014
Irene, por Rodrigo Amarante
Saudade, eu te matei de fome
E tarde, eu te enterrei com a mágoa
Se hoje eu já não sei teu nome
Teu rosto nunca me deu trégua
Milagre seria não ver
No amor, essa flor perene
Que brota na lua negra
Que seca, mas nunca morre
Verdade, eu te cerquei de longe
E tarde, eu encostei no medo
Se ontem eu cantei teu nome
O eco já não morre cedo
Milagre seria não ter
O amor, essa rima breve
Que o brilho da lua cheia
Acorda de um sono leve
Irene
Irene ri
quarta-feira, abril 23, 2014
Intelectualidade e Moralidade São Incompatíveis, Fernando Pessoa (Barão de Teive), in "A Educação do Estóico"
Intelectualidade e Moralidade São IncompatíveisNão há maior tragédia do que a igual intensidade, na mesma alma ou no mesmo homem, do sentimento intelectual e do sentimento moral. Para que um homem possa ser distintivamente e absolutamente moral, tem que ser um pouco estúpido. Para que um homem possa ser absolutamente intelectual, tem que ser um pouco imoral. Não sei que jogo ou ironia das coisas condena o homem à impossibilidade desta dualidade em grande. Por meu mal, ela dá-se em mim. Assim, por ter duas virtudes, nunca pude fazer nada de mim. Não foi o excesso de uma qualidade, mas o excesso de duas, que me matou para a vida.
Fernando Pessoa (Barão de Teive), in "A Educação do Estóico"
Fernando Pessoa (Barão de Teive), in "A Educação do Estóico"
segunda-feira, março 31, 2014
Juras de demora
Dizes que me vês no interior das tuas pálpebras,
pois eu falo contigo no interior dos meus lábios
e quando fecho as pálpebras vejo-te despido de nudez,
tão intransponível e coberto de véus de luz que me cega
e me deixa certa da divindade do teu ser.
Fazes-me juras de demora, pois é impossível passarmos
por tudo o que está selado nas nuvens de um reino invisível.
A minha voz vibra pelos raios de luz que emanas
e lembro que necessitas dos meus ouvidos para escutar
e do meu coração para sentir e eles sempre foram teus,
dia após dia por todos os dias das nossas vidas.
Preciso dos teus braços para sufocarem o desejo dos meus
e necessito da tua mente para cercear os meus maus pensamentos.
pois eu falo contigo no interior dos meus lábios
e quando fecho as pálpebras vejo-te despido de nudez,
tão intransponível e coberto de véus de luz que me cega
e me deixa certa da divindade do teu ser.
Fazes-me juras de demora, pois é impossível passarmos
por tudo o que está selado nas nuvens de um reino invisível.
A minha voz vibra pelos raios de luz que emanas
e lembro que necessitas dos meus ouvidos para escutar
e do meu coração para sentir e eles sempre foram teus,
dia após dia por todos os dias das nossas vidas.
Preciso dos teus braços para sufocarem o desejo dos meus
e necessito da tua mente para cercear os meus maus pensamentos.
sexta-feira, março 21, 2014
terça-feira, março 04, 2014
O sopro do amor renovado.
Amei-te com a força das preces de um negro que grita pela liberdade, enquanto está a ser açoitado pelos brancos-sujos de uma parda irmandade.
Vasculhas-me a mente com os dedos grossos da memória, dedilhando cada momento como quem procura num armário de ficheiros secretos empoeirados arquivados há milénios. Também recorres ao uso de luvas como quando se mexe em documentos antigos, mas as tuas luvas são feitas de um misto de hesitação e receio do que podes encontrar.
Não te esqueças que estavas lá comigo no princípio de tudo e também depois quando vieram as areias movediças do tempo abalar-nos o chão que pensámos termos firme debaixo dos pés. Não te esqueças que estavas lá, no fim de tudo, quando veio o redemoinho que nos evaporou pelo universo como pó estelar.
Assim é o nosso amor, espalhado aos quatro ventos, ganhada uma vida ainda maior, varrendo a Terra e cavalgando as ondas do mar. Pois nós dois somos um só conjunto de partículas esvoaçantes e o nosso amor semeia-se em todas as flores e fecunda todos os campos que a vista consegue alcançar. Floresce de novo, com mais vigor, esse coração que é uno tal qual a chuva e a terra quando sobrevivem à tempestade.
Vasculhas-me a mente com os dedos grossos da memória, dedilhando cada momento como quem procura num armário de ficheiros secretos empoeirados arquivados há milénios. Também recorres ao uso de luvas como quando se mexe em documentos antigos, mas as tuas luvas são feitas de um misto de hesitação e receio do que podes encontrar.
Não te esqueças que estavas lá comigo no princípio de tudo e também depois quando vieram as areias movediças do tempo abalar-nos o chão que pensámos termos firme debaixo dos pés. Não te esqueças que estavas lá, no fim de tudo, quando veio o redemoinho que nos evaporou pelo universo como pó estelar.
Assim é o nosso amor, espalhado aos quatro ventos, ganhada uma vida ainda maior, varrendo a Terra e cavalgando as ondas do mar. Pois nós dois somos um só conjunto de partículas esvoaçantes e o nosso amor semeia-se em todas as flores e fecunda todos os campos que a vista consegue alcançar. Floresce de novo, com mais vigor, esse coração que é uno tal qual a chuva e a terra quando sobrevivem à tempestade.
domingo, março 02, 2014
Arte
A Arte anuncia e denuncia
e é confissão e expiação
e não é tanta a parte que nos retrata
quanto a parte que nos maltrata
e muitas vezes nos tira a Razão.
A Arte é como amar-te
tem palavras e imagens
tem segredos e viagens
A Arte tem a sua própria paisagem
e o seu próprio pulsar no coração.
e é confissão e expiação
e não é tanta a parte que nos retrata
quanto a parte que nos maltrata
e muitas vezes nos tira a Razão.
A Arte é como amar-te
tem palavras e imagens
tem segredos e viagens
A Arte tem a sua própria paisagem
e o seu próprio pulsar no coração.
terça-feira, fevereiro 25, 2014
Esburacados
A vida é mesmo assim
triste e miserável
arranca-nos tudo
pouco a pouco
como um louco
que arranca os próprios cabelos.
As pessoas tumultuadas
pelos sulcos dos percalços
enlouquecem surdinamente
até que explodem estilhaços
das suas psiques
alevejando quem está por perto.
triste e miserável
arranca-nos tudo
pouco a pouco
como um louco
que arranca os próprios cabelos.
As pessoas tumultuadas
pelos sulcos dos percalços
enlouquecem surdinamente
até que explodem estilhaços
das suas psiques
alevejando quem está por perto.
domingo, fevereiro 16, 2014
Onde estão as árvores?
As viagens já não são as mesmas
e as paisagens já não são lesmas
que se arrastam pelo meu olhar
lânguidas para eu as saborear.
Incrivelmente já não há árvores
a encher-me a vista de ar puro
apenas selvas com mármores
que se erguem num cenário duro.
São erecções de betão armado
que destruíram toda a natureza
numa reprodução sem delicadeza
tornando tudo desfigurado.
e as paisagens já não são lesmas
que se arrastam pelo meu olhar
lânguidas para eu as saborear.
Incrivelmente já não há árvores
a encher-me a vista de ar puro
apenas selvas com mármores
que se erguem num cenário duro.
São erecções de betão armado
que destruíram toda a natureza
numa reprodução sem delicadeza
tornando tudo desfigurado.
segunda-feira, fevereiro 10, 2014
sexta-feira, fevereiro 07, 2014
Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Fartei-me de poemas sobre nada e de gestos vazios de mãos cansadas e de mentes aborrecidas e aguadas.
A amargura é apenas um dos temperos da vida do qual não se deve abusar. Tal como se diz que o segredo para uma vida bem passada é uma dieta equilibrada...
Pois não quero mais esse nada que é o equilíbrio de uma linha recta que emite o ruído monótono da morte. Não quero mais essa mediania, esse passar bem e suposto bem-estar que não são nada, que não têm pulsar.
Chegam as cores que não o são, o preto, o branco e o mortiço cinza; eu quero é vermelho no sangue e no coração!
A amargura é apenas um dos temperos da vida do qual não se deve abusar. Tal como se diz que o segredo para uma vida bem passada é uma dieta equilibrada...
Pois não quero mais esse nada que é o equilíbrio de uma linha recta que emite o ruído monótono da morte. Não quero mais essa mediania, esse passar bem e suposto bem-estar que não são nada, que não têm pulsar.
Chegam as cores que não o são, o preto, o branco e o mortiço cinza; eu quero é vermelho no sangue e no coração!
terça-feira, fevereiro 04, 2014
Todos os dias vejo-te em todas as coisas de tantos tamanhos.
Penso em poder sonhar-te a sorrires e cuido do teu coração com carinho.
O Tempo totaliza o nosso namoro de séculos sozinhos e ósculos oscilam nas largas linhas do pensamento em par. Correspondemo-nos cautelosamente nuns chamados, cheios de sentimentos sincronizados e amamo-nos até um amanhecer de novo nos alcançar abraçados.
Penso em poder sonhar-te a sorrires e cuido do teu coração com carinho.
O Tempo totaliza o nosso namoro de séculos sozinhos e ósculos oscilam nas largas linhas do pensamento em par. Correspondemo-nos cautelosamente nuns chamados, cheios de sentimentos sincronizados e amamo-nos até um amanhecer de novo nos alcançar abraçados.
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