Não sei se ainda tenho a capacidade de amar alguém como tinha. Embora os tenha visto aos dois e sentido que me deram cabo do coração e nunca mais de lá saíram, nesse amor que é uma ilusão. O meu por ele que é uma loucura que avariou a minha cabeça numa altura tenebrosa.
O meu coração doeu demais. Quando a Yaya morreu e eu chorei tanto e fiquei com o corpo todo a doer e sem conseguir fazer quase nada. Quando eu me apercebi de toda a falta de hipótese, de esperança, de oportunidade, de capacidade para sentir alegria de novo.
Parece que tento à força toda a hora não tomar uma atitude mais irreversível. Daí os stories e escritos a tentar processar tudo o que aconteceu ultimamente de mais mortes e mais coisas do presente que só me fazem medo de ter de lidar a todo o momento. O terror que sempre foi. O horror. O desastre. A falta de saúde. A falta de um abrigo, a falta de um abraço.
Mas vi meus priminhos na chamada e quando a aniversariante amada disse para nos encontramos um dia de novo para um programa de artes, lembrei como eles são quem me fazem lembrar de quem sou um bocado. Se ainda sou alguma coisa. Mesmo quando não sou nada. Senão o que sempre fui para os outros.
O meu coração desesperou também de novo por eles lá dos brasis, neste conflito em que habito há anos por tanta coisa. Esse amor, aquele fervor, aquela salvação. A minha avaria total. Como diz que é normal voltar ao que deu um dia conforto e esperança. Eu não sou mais nada de nada, nem criança. Desfiz-me. Vaporizou-se-me tudo o que podia ter sido alguma vez.
Eu vi-o e senti de novo aquela nossa antiga, mesmo ancestral, dor de tantas vidas.
pesado coração dorido 🖤 o meu. vocês ficam sempre bem, porque está nos vossos poros a tristeza ser alegre. eu não sou dessa estirpe.
e o meu coração sempre esteve além.
de todas as vezes. e eu espero que o teu, Hel., agora nesses lutos horríveis, também resista. mas de qualquer maneira, tudo passa mesmo no final, pois a vida nunca foi uma brincadeira.
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