O que mais fizeste
Foi sofrer e sobreviver
Sangrar até morrer
Não obedeceste
Tanto quanto devias
Para ver se menos sofrias
Do mal dos ditadores
Que te calharam bater
Não só no corpo
Mas no espírito
E até na alma padecer
Por isso a necessidade
Urgente, vital
De um momento
Algo às vezes banal
Mas que te desse sossego
Que te lembrasse da beleza
De um mundo de amor
Inventado à força
Para me agarrar e não parar
Totalmente
De respirar
Tua voz meu trovão de vida
Atravessando-me perdida
Meu sopro único essencial
Nada mais voltou ao normal
Porque aquilo que tu procuravas
Deitar cá para fora no som
Nas palavras
Era tudo o que eu queria ouvir
E precisava para acreditar
Em magia
Graças a quem te fez e constituiu
Pude ter a certeza de que ela existia
Tanto para o meu mal como bem
Sei que já ninguém lembra
Dessa força que esse amor tem
Mas não há dor e luz maior acesa
(una rosa se engalana)
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