segunda-feira, novembro 11, 2024

 Dizem-nos para abraçarmos o caos
As coisas estão tão mal
Não há em lugar nenhum real paz
Enquanto uns põem palas nos olhos
Para passarem melhor
E porque não aguentam enfrentá-los
Os demónios externos e internos
Dizem-lhes para entregarem os pontos
Que o desprendimento é que é
Quando na verdade é-lhes negligência 
Displicência e até libertinagem 
Tudo coisa de quem encolhe os ombros 
Em conformidade e conformação 
Exactamente como quer o Grande Irmão 

domingo, novembro 10, 2024

 Atenta: 

para ti tenho palavras 

algumas

indefinido não é infinito 

compaixão é carinho

verdade é amor

sábado, novembro 09, 2024

 Tu és o meu destino 

A minha razão de viver 

E eu o meu pior inimigo 

Que só nos fez sofrer



Minas e armadilhas

 Tu minaste o meu cérebro 
E a minha vida
Não consigo mais fazer de conta 
Que tu não existes 
Mesmo não sabendo se existes
Fiquei muito tempo a ver-te 
Em muitas fotografias 
Que ainda guardo de ti
Tu foste o meu maior pecado 
A minha maior confusão 
O meu ser mais amado 
Deste meu pobre coração 

sexta-feira, novembro 08, 2024

Ele

 Ele é a lágrima que pende na minha alma
Para sempre 
Como diz a canção que "nunca acaba"
E menciona o beijo no ombro 
Como naquele primeiro intenso sonho
Que tive contigo e pairavas sobre mim
Como fogo
Nunca tinha sentido uma energia 
Tão forte assim

quinta-feira, novembro 07, 2024

O Bem e o Mal nas sociedades humanas

 Se ninguém defender e lutar activamente por espalhar o Bem nas suas comunidades locais, as máquinas e estratégias do Mal proliferam nos seus mecanismos e instalam-se sorrateiramente cada vez mais sob as máscaras das instituições comerciais, criando estruturas de dependência letais. 

Os que pretendem lucros e dominação, têm de obter através das pessoas, subjugando-as e daí terem planos pré-estabelecidos com o objectivo de imporem as suas agendas a toda a sociedade. O que eles têm como valioso não é a vida dos membros das sociedades, mas sim o que podem obter delas para inclusive definirem depois as regras vigentes, propagando um moralismo controlador nefasto.

São pessoas que têm no seu carácter mormente violência, frustração e crueldade, sem qualquer amor à liberdade de escolha, à vida societal rica em todas as suas variantes da Cultura benéfica para a motivação e beleza do espírito, como o desenvolvimento interior do indivíduo. 

Sim, essas ondas do Bem e do Mal existem e cada pessoa tem maioritariamente um tipo delas dentro de si e age em conformidade com isso afectando inevitavelmente a sociedade em que se insere. 

Cabe a cada cidadão estar consciente disso e exercer o seu papel, alertar e estar atento ao que acontece ao seu redor.

Quando tu vieres

 Quando vieres 

Pela primeira vez 

Encontrar-me

Vem com todo o amor 

Do mundo 

Que guardaste o nosso 

No teu eu mais profundo 

Luto/a continua...

terça-feira, novembro 05, 2024

Viver

 Vivo noutro horário 
Desta vida, não sou funcionário 
Sou um corvo escuro-azulado
Com ouriço-cacheiro arraçado
E não vivo num aviário 

Eu sou o ser mal-amado
Que foge toda a hora
Porque a liberdade é uma só 
E amar é só ter dó 

Vivo em beleza, serenidade
Tristeza e melancolia 
Vigio a pontual euforia 
Para não me afogar depois 
Em maior dor
Gosto da bela mediania

Essa felicidade de ser 
E não se estar
Nem ter de se agitar
É o melhor que posso ter
Viajando sem sair do lugar




segunda-feira, novembro 04, 2024

Eu pequei

 Eu pequei 
Quando juntei a minha mão à tua
E o resto do mundo incendiei
Ficando defronte a ti de alma nua

Despeço-me de mim
Da que te amou até fundo na loucura 
Embarcando na tua máscara de arlequim

Eu pequei
Quando deixei que me destruísses
Mesmo sabendo que eu já estava destruída 

quarta-feira, outubro 30, 2024

Coração

 Quando o nosso coração fica num sítio diferente do peito, é porque foi arrancado de lá. Não, ele não viajou para o estômago nem se deu, aquando da pequena morte, ir para cabeça - embora se pense isso de muitos homens -, nem sequer foi atravessar a cavidade torácica para fora, não, por mais que seja essa a imagem quando se fala de arrancar.

A verdade é que ele ficou noutra pessoa. Passou pela boca e foi deixar-se no outro. Como uma bactéria fulminante. Mas nem sempre no que toca ao receptor. Porque invariavelmente quem fica doente é quem era o seu original portador. O coração já não é da gente. E nós que vivemos com o coração deixado em alguém parecemos tuberculíticos, definhando em angústia e conformação. 

segunda-feira, outubro 28, 2024

Entendimento

 Não te preocupes, eu sei a m*rda que tu és. Eu também sou. Eu amo-te na mesma, porque sempre te amei, desde o princípio dos tempos em que nada tinha existência senão aquela nebulosa olho de gato. 

 - a ternura dos loucos é sôfrega

como se a efemeridade estivesse a borbulhar em todos os seus poros

e eles só pudessem se amar como se não houvesse amanhã 


e eu amo-os todos os dias

sem eles 

dentro de mim

até ao fim 


(sem fim ❤️)

domingo, outubro 27, 2024

Meu amor!

 Mal te oiço e sai um meio angustiado "ai, meu amor", porque ainda cantas o nosso secreto fervor e eu desatino no que é dor que dói e ardo no fogo que se faz ver. 

Sempre.

Eu tenho estado aqui num limbo, apenas poucos dias, e tu estás sempre, no ar que se infilra nas minhas narinas, esse cheiro de mar, ó meu amor, vem me encontrar.


terça-feira, outubro 22, 2024

Fundão

 O que importa e é profundo 
não é dito por palavras 
pois elas não chegam 
aos subconscientes
onde estão os sentimentos 
apenas os gestos e tons
as atitudes 
as emoções e dons
tocam o fundão da alma

segunda-feira, outubro 21, 2024

Querido,

 quanto lutei eu contra este sentimento, em vão e estupidamente. Um dia, deixarei de existir e aí sim, não te verei mais. "Queria tanto você aqui", mas não, queria era estar contigo onde quisesses estar, porque onde tu estás é também o meu lugar. 

Tenho saudades do que prometemos em surdina e telepaticamente. Lembras-te da gente?

Herança

 Não deixo a ninguém herança das minhas misérias;
Das noites sempre sem dormir a horas e dos dias a contar demoras,
Demorou para ter alegrias;
Nada me curou do fétido mundo. 

Sobrevivi tendo-me (es)forçado muito a cada dia, a cada minuto, a cada gesto,
Eu congelada funcionalmente 

Agarrada a ti, ao teu olhar 
longínquo sem me amar

Nunca houve outro assim.

domingo, outubro 20, 2024

Meu amor,

 Escreve-me uma carta a dizer sobre o quanto me amas e a detalhar as coisas que gostas em mim, e que me escutarias até ao fim dos dias; que a minha voz é a mais bonita e eu sou a pessoa da tua vida; que cada célula do teu corpo também sou eu e que tudo o que fazes de bonito tem-me a mim no pensamento. 

Escreve-me num papel com marca d'água e fecha o envelope com lacre vermelho da cor do coração. 

Escreve-me a dizer que estamos perdoados, pois não há o que perdoar, que me perdoas e me pedes perdão e que sempre teremos a nossa eterna paixão. Diz lá também que não há ninguém acima de mim nas tuas prioridades, pois eu sou a pessoa mais importante do mundo para ti. 

Escreve tudo em letras por extenso e não em maiúsculas como quando escreves as tuas letras e listas. Mesmo que fique em gatafunhos, eu vou entender tudo o que querias dizer nesta carta que te pedi. Diz que me vais escrever mais cartas com tudo o que passaste e sentiste (inclusive as tuas queixas, nomeadamente de mim também), para que eu saiba que nunca nos perdemos no automatismo do dia-a-dia e nas mudanças que vamos tendo em nós. 

PS: aquilo que te disse uma vez sobre as mulheres serem ardilosas, aprendi essa frase dita por um personagem a fazer de árabe numa novela vossa, quando era adolescente, e eu fui me apercebendo como as mulheres eram mesmo assim e eu nunca fui, porque acredito em ser completamente honesta e dizer o que sinto, para poupar sofrimento a todos. No entanto, causei-nos sofrimento na mesma. 

quarta-feira, outubro 16, 2024

 De mim ninguém faz farinha pois eu já estou moída 😝 (eu devolvo o desconforto seja a quem for, Quel bonita, não quero cá ficar com nódulos depois)

 quando estava destruída, todos fugiram; ainda bem, não voltem, eu fiquei só destruição e não preciso de testemunhas

O amor inevitável

 Volta e meia, vinha a questão de como é que eu te amo a ti que és igual a mim, não gostando eu de tanta coisa em mim e do que sou e do que não fui capaz de fazer por mim. Só agora entendi. Amar-me a mim, não é tanto assim nessas mil coisas, mas inevitavelmente tenho amor por mim, deve ser no caso como quando se tem por um familiar de quem não se gosta mormente da personalidade, etc., mas que sempre se amou enquanto tia, ou tio, ou o que sempre foi. Um amor inevitável, sem explicação, é e pronto, porque se for a responder a "porquês" não tem muito aspectos que se salvem. 

Ainda assim, tenho um certo fascínio por ti em vários detalhes teus, imagino que seja por ter sido tão apaixonada por ti e ainda gostar tanto desses pormenores que são muito teus. Amo-te tanto, meu amor. Mesmo que nunca tivesses acreditado que era um amor bonito e não doente. O meu maior desejo é que voltes a lembrar dos momentos que eu te pareci perfeita, ou não tão horrível quanto depois me fiz para me largares. Esta coisa de nos irritar o que mostramos e que na realidade nem somos muito, senão personas que surgem contaminadas mediante estímulos dos outros, como reacções automatizadas de defesas primitivas. Em essência somos iguais também, a mesma simples confusão. Dois de nós no mundo..., que chatice, né? Ao menos alguém beneficiou com isso.

terça-feira, outubro 15, 2024

o "sobre mim" q nunca atino lá

 🤷🏽, complexa, mas sei que tinha mania de justiça pra oprimidos e amar desgraçados como eu, porque são os que mais precisam.

segunda-feira, outubro 14, 2024