Entornaste a sorte pelo gargomilo
Emborcaste-a em largos tragos
Como se fosse um caro vinho
E quebraste a taça no final
A raiva que nos consome
É só puro ódio ou será a dor
De quem um dia teve o maior amor
E fez de tudo para se tornar banal
Porque a vida não é sempre igual
E a morte acaba sempre da mesma maneira
Acho que a minha estratégia derradeira
Não foi nada de bom para ninguém
Senão vão ver mais além
Que quando eu e tu morrermos
Por já não termos mais contacto
Doerá menos por nos protegermos
Ó sorte desgraça que não chegaste
A ser boa nem para quem tudo deu
"Vivo porque te vejo, miragem"
E ao teu rugir que me enlouqueceu
Sem comentários:
Enviar um comentário