segunda-feira, junho 15, 2026

Gargomilo

 Entornaste a sorte pelo gargomilo 
Emborcaste-a em largos tragos
Como se fosse um caro vinho
E quebraste a taça no final

A raiva que nos consome
É só puro ódio ou será a dor
De quem um dia teve o maior amor
E fez de tudo para se tornar banal

Porque a vida não é sempre igual 
E a morte acaba sempre da mesma maneira 
Acho que a minha estratégia derradeira 
Não foi nada de bom para ninguém 

Senão vão ver mais além 
Que quando eu e tu morrermos 
Por já não termos mais contacto 
Doerá menos por nos protegermos

Ó sorte desgraça que não chegaste
A ser boa nem para quem tudo deu
"Vivo porque te vejo, miragem"
E ao teu rugir que me enlouqueceu


Sem comentários: