segunda-feira, junho 29, 2026

Cruela

 Ela é tão alegre e feliz 
E quando sofre é o fim do mundo 
Aí ela detona tudo e até aborta
Exibe as vísceras como troféu
Exalta os seus tombos 
Exulta-se como réu
E como amiga dos animais
Mansos, empáticos, legais
Ela foi adicta de ir a reuniões 
E entoar mantras e fazer rituais 
Com sangue, sémen, sopas
De líquidos em que ela se banha
Frequentemente, do princípio 
Ao ventre
Onde não tem a malignidade 
Ela produz frutos e colhe-os 
Maduros
Pois teve toda a sorte e apoio
E um lacaio fiel e subserviente 
Não fosse ela a Cruela em gente
E fazer soar ao universo 
As suas vontades obstinadas
Tão cegas e urgentes
De ditadora 
Com medo de ser abandonada 
Faz com que se convença 
E se exponha 
Para se vangloriar abençoada

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