Estás a dormir
E eu nunca tentei
Entrar nos teus sonhos
Já eu só tenho pesadelos
Ultimamente
Sei que não há a gente
Nunca houve
Mas continuo errante
Desalmada
Como me pintaste
E a inventar
Como ela me acusou
Porém os factos da escrita
São distintos e jornalísticos
E tu sabe-lo como ninguém
Que a linguagem tem função
E o silêncio vai muito além
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