Entre o Todo e Caos
Não faço mais perguntas
Só remanesço
"Como dá"
Penso em ti
Minha única loucura
Meu vinho lilás
Que é pesado e cabeçudo
Arranhou-me a garganta
Rasgou-me o peito
Deu cabo do meu coração
Sangrou-me
Rios de tinta
Numa violenta escrita
Em cada explosão
Perpetua-se o silêncio
Vi imagens de três hoje
Quatro na verdade
Que confusão que fiz
Só para tentar ser feliz
Mas somos escravos
Eu desse eterno retorno
Que a vida me trouxe
Sem realmente ser
Pois entre o Todo e o Caos
Só me restou perecer
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