No instante da sede o mar apareceu
E ela amou-o como se nunca fosse amar
Depois na escuridão uma nuvem veio
Branca gigante e solícita de rompante
E ela nada entendeu
Talvez não houvesse mais nada para dar
E tudo nela há muito feneceu
Embora tudo eles ressuscitaram
Com sopros e estórias e sorrisos
Fazendo-se dela melhores amigos
Acontece que afinal os homens
É que são ardilosos quando caçam
Fazem crer que a caça é de raça
E só mostram que a querem comer
Ela lamentou os factos da vida
Chorou à despedida
Nunca mais se levantou
Tudo o que viveu de trágico
E até hoje a feria
Nenhum deles foi mágico e ficou
Para fazer da dor dela
Algo que para sempre sumiria
Só por tê-lo a seu lado
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