Pára com essa doença
Ele é jovem, artista de shows
Tem um amor
A quem disse o mesmo
Que o outro te disse
Por isso não deve haver espaço
Para mais nada do que ela
Que tu escolheste de antemão
E tu estás velha e partida e torta
E contaminada de recordação
Até do outro coração
Ela é a menina dos seus olhos
Tu não
Por isso lembra toda a ilusão
E consequente desilusão
Toda a única longa obsessão
Todo o ódio e maldição
E sacode de vez esse tapete
Que empoeirou
Não levantou do chão
E enterra-o ou desfá-lo
Do teu coração
Menina
O diabo tem-te no caixão
Incinerada como bruxa
Louca, má e em contramão
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