Amo-te com o fogo eterno do Olimpo
E a nossa história foi feita de dureza
Através dos tempos que nos testam
Até nos roubaram a nossa delicadeza!
Quantas provas passaremos nós
E quantas delas nos matarão
Será que sobreviveremos ao atroz
Ao impiedoso e à implacável sensação?
Do grão, do fruto, do amendoim
Do pecado, da semente de gergelim
Da cerveja e do vinho enfim
Quais os venenos que comemos?
No palco do teatro da solidão
Não precisamos de ninguém
Porque somos de muito além
E contemos imortal paixão
Olho o teu pescoço alvo
Esticado e rosto cabisbaixo
O teu cabelo ondulado
E lembro o fogo que não lavo
Sem comentários:
Enviar um comentário