segunda-feira, junho 29, 2026

Do meu amor que é fogo eterno

 Amo-te com o fogo eterno do Olimpo
E a nossa história foi feita de dureza
Através dos tempos que nos testam
Até nos roubaram a nossa delicadeza!

Quantas provas passaremos nós
E quantas delas nos matarão
Será que sobreviveremos ao atroz
Ao impiedoso e à implacável sensação?

Do grão, do fruto, do amendoim 
Do pecado, da semente de gergelim 
Da cerveja e do vinho enfim 
Quais os venenos que comemos?

No palco do teatro da solidão 
Não precisamos de ninguém 
Porque somos de muito além 
E contemos imortal paixão 

Olho o teu pescoço alvo
Esticado e rosto cabisbaixo 
O teu cabelo ondulado 
E lembro o fogo que não lavo


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