Tem sofrimento que parece lixa
Raspando crostas de feridas
Fazendo-as encarnecer de novo
Expondo os poros sangrentos
Tem sofrimento que parece pedregulho
Jogado do alto para o fundo do peito
Abrindo uma cratera como um meteoro
E depois há o nosso sofrimento
Que ora estremece o chão
Ora se torna dilúvio
Só por não nos podermos alcançar
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