Thursday, May 20, 2010

A presença da ausência...

Imaginei-te ao pé de mim
provavelmente já mais vezes
do que as que realmente estiveste.
Sei que nem sempre será assim
e na minha mente toda a hora aconteces.
Mas para nós a vida passa célere
e o amor, esse, nunca tem fim;
os dias, no entanto, são morosos
e as noites dão cabo de mim.
As insónias corróem o pensamento
qual ácido sulfúrico nas veias cerebrais,
enquanto sonho com o momento
em que não diremos Adeus não mais.
Ao meu lado, sinto sempre a falta
que me faz a presença do teu corpo
um recorte de uma ausência cálida,
quase física, ou estarei eu já louco?
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