Rui, rio, rói, ruí.
:P
*Muito parvo mesmo, ó tu , tu é q és primo do Costa mas é :P ahahha nem sei pq é q ainda oiço as tuas palermices. :D pudera eu ainda me rir... ai ai.
quarta-feira, fevereiro 02, 2022
terça-feira, março 16, 2021
Uma aurora sem ela
Hoje és pequenino
Pela primeira vez sem ela
Na madrugada passada
vi o raiar da aurora
os primeiros raios de luz
a espelharem-se nas vidraças
dos prédios solitários e tristes
O céu estava de um azul com um toque escuro ainda
E ouvia-se uma só gaivota furiosa no meio da cidade
Nas poucas árvores não se viam as flores
Estavam ainda fechadas com o frio da manhã
A geada a escorrer dos carros
A vida solta mas presa na paisagem
isolada numa espécie de gelo matinal
De repente pela frecha da janela de persiana entreaberta
vi entrar um raio de luz que iluminou o prato que era dela
Hoje és pequenino sem ela...
... eu também.
sábado, janeiro 16, 2021
Não me lembro
Não me lembro como era falar contigo horas ao telefone
nem sequer de todos os nomes carinhosos ou engraçados
que fomos chamando um ao outro nestes anos todos;
Não me lembro de como era o mapa de sinais nas tuas costas
e qual a espessura sempre grossa do teu cabelo ondulado
nem sequer da tua barba que me deixava o rosto em brasa;
Não me lembro como ficavas ainda mais belo com o pôr-do-sol
a banhar-te o corpo sempre dourado de Apolo do Mediterrâneo
e de como toda a população feminina ficava desnorteada ao ver-te;
Nem sequer me lembro da fome em que nos deixávamos
só para nos devorarmos cosmicamente quando nos revíamos
e não lembro mesmo como era chegar perto do teu cheiro inebriante;
Os teus lábios polposos dessa tua boca que encerrava o mundo
e o teu olhar que continha o oceano inteiro em que eu me afogava
não me lembro deveras como eram os seus desenho perfeitos;
As tuas mãos que vi antes mesmo de te ver e a tua voz
que ficava ainda mais quente se bebesses uísque
realmente já não me lembro como eram calorosas;
E os teus braços que me açambarcavam e eram donos de mim
tal como as longas pernas de um ciclista que rodou o planeta
e nunca se cansou, não me lembro mais como se estiravam;
O teu ser físico e cerebral todo ele altivo e deificado
nessa personalidade a que ninguém resistia seguir
não me lembro de como era magnetizante para todos;
O amor que sentias e repartiste por nós sempre tímido
e toda a alegria imensa que geravas fazendo rir toda a gente
já não me lembro de como era tudo tão bonito;
Imagina se lembrasse?
(escrevo pq me esqueço)
sexta-feira, novembro 27, 2015
Nada tão maior.
Mas no bater do teu coração, ao escutar com o meu ouvido encostado ao teu peito, encontrei aí o pulsar do meu mundo; o infinito ritmo da profundidade do meu universo.
segunda-feira, março 31, 2014
Juras de demora
pois eu falo contigo no interior dos meus lábios
e quando fecho as pálpebras vejo-te despido de nudez,
tão intransponível e coberto de véus de luz que me cega
e me deixa certa da divindade do teu ser.
Fazes-me juras de demora, pois é impossível passarmos
por tudo o que está selado nas nuvens de um reino invisível.
A minha voz vibra pelos raios de luz que emanas
e lembro que necessitas dos meus ouvidos para escutar
e do meu coração para sentir e eles sempre foram teus,
dia após dia por todos os dias das nossas vidas.
Preciso dos teus braços para sufocarem o desejo dos meus
e necessito da tua mente para cercear os meus maus pensamentos.
terça-feira, março 04, 2014
O sopro do amor renovado.
Vasculhas-me a mente com os dedos grossos da memória, dedilhando cada momento como quem procura num armário de ficheiros secretos empoeirados arquivados há milénios. Também recorres ao uso de luvas como quando se mexe em documentos antigos, mas as tuas luvas são feitas de um misto de hesitação e receio do que podes encontrar.
Não te esqueças que estavas lá comigo no princípio de tudo e também depois quando vieram as areias movediças do tempo abalar-nos o chão que pensámos termos firme debaixo dos pés. Não te esqueças que estavas lá, no fim de tudo, quando veio o redemoinho que nos evaporou pelo universo como pó estelar.
Assim é o nosso amor, espalhado aos quatro ventos, ganhada uma vida ainda maior, varrendo a Terra e cavalgando as ondas do mar. Pois nós dois somos um só conjunto de partículas esvoaçantes e o nosso amor semeia-se em todas as flores e fecunda todos os campos que a vista consegue alcançar. Floresce de novo, com mais vigor, esse coração que é uno tal qual a chuva e a terra quando sobrevivem à tempestade.
terça-feira, fevereiro 04, 2014
Penso em poder sonhar-te a sorrires e cuido do teu coração com carinho.
O Tempo totaliza o nosso namoro de séculos sozinhos e ósculos oscilam nas largas linhas do pensamento em par. Correspondemo-nos cautelosamente nuns chamados, cheios de sentimentos sincronizados e amamo-nos até um amanhecer de novo nos alcançar abraçados.
domingo, janeiro 26, 2014
Para quem está longe mas nunca está.
por mais que a outra pessoa esteja do outro lado do Mundo,
ela está sempre colada à tua pele
e sentes o seu respirar mais intimamente
do que a brisa que te sopra gentilmente no rosto.
Ela é o invólucro do teu coração;
contém-nos e fá-lo existir.
quarta-feira, janeiro 08, 2014
Da persistente presença da impossível Saudade
essa pessoa está sempre presente na distância:
ela é adorada erva-daninha no pensamento
e uma lapa impossível de descolar do coração.
Os nossos braços nunca esfriam completamente
e o nosso peito, apesar de esburacado,
está sempre morno,
do misto que é perder e reter ao mesmo tempo.
E, como que em banho-maria,
assim se mantém o nosso sentimento cálido,
que nunca permitimos que ferva para não derramar
nem tanto apagamos o lume para ele não esfriar.
quarta-feira, dezembro 11, 2013
O paraíso
e por todos os lados carmim de hedonismo e verdes de esperanças.
Mas eu vejo-o com fortes tons de azul e também claros
como se de tão pálidos cinzentos e
branco por todo o lado
e laranja num bronze de sol e sal.
É o teu corpo e nos teus olhos que o encontro
sempre sem fazer nada
porque eles vêm até a mim como num sonho.
Vislumbrar o paraíso com ondas de prazer
e lentamente entregarmo-nos ao céu e ao mar
com a mesma rendição com que viemos ao mundo.
sexta-feira, novembro 15, 2013
sábado, outubro 19, 2013
O Meu Amor - Chico Buarque
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz
Que me deixa maluca, quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz
sexta-feira, outubro 18, 2013
quarta-feira, outubro 16, 2013
...
apenas de um emaranhado de emoções sem rosto.
Lembrar-me-ei que o Futuro virou na curva errada
e que não se espetou de imediato numa árvore
nem teve nenhum acidente fatal
somente um apagar silencioso.
E aí, no meio da névoa do outrora, a luz que persiste é só minha
e de tudo o que sou mas não do que sei.
Sim, um dia já não hei-de ser a guardadora de memórias
que qual elefante porta-as até à sua última viagem.
E os abraços que nos demos unir-se-ão todos
num derradeiro para me levar.
*escrito ao som de Solitude de Ryuichi Sakamoto
domingo, setembro 29, 2013
A mudança do paradigma: amor, liberdade, poesia
findaram-se as marés de chuva
a espuma das madrugadas
e os feitiços do luar.
Não era ainda de noite e já entardecia,
pois a manhã estava atrasada
com sonhos feitos de nada.
O estatuto do amor mudou,
ele deixou de ser o salva-vidas
que nos põe à tona na tempestade
e sei hoje, conformo-me na constatação
de que é apenas uma das coisas que existe
como todas as outras sem liberdade.
E a própria poesia teve o já longamente adiado funeral
pois não passa de exacerbação e subterfúgio
para quem nunca encontrou um bom refúgio
da solidão, da desgraça do mundo e da putrefacção.
quinta-feira, setembro 19, 2013
O amor de uma relação
e todas as feições de todos os animais
pois ele varia imenso mas tem sempre algo em comum
o bem-querer e a preocupação de mais nenhum.
Relações amorosas, não as queremos mais
são danosas por vezes
outras não chegam sequer a ser
mas sei que não são as tais
que quero para sempre manter.
O que queremos é leve e solto
mas imprime-se no corpo
como tatuagem de veias que brotam do coração.
O meu abraço e pensamento são teus
e o amor é a eternidade de um morto
que está para sempre enterrado no chão.
quinta-feira, agosto 22, 2013
Anedonia
o único desejo é morrer.
Depois, de ter as cinzas espalhadas
em Saturno e ver um bocado seus anéis brilhar
a rasgarem o céu.
Já não há desejos de estrelas cadentes,
nem sequer de pôr-de-sóis redentores.
Apenas um buraco negro
para o qual só eu não fui sugada.
sexta-feira, agosto 09, 2013
Entre nós
Não se deita fora algo que se demorou anos a construir
e quando já se passou por tanto para manter.
"Há pessoas certas e as que lutam para dar certo":
nós fomos sempre dessas duas espécies de pessoas
ao mesmo tempo.
Entre nós há quilómetros de distância e no entanto,
não há um único milímetro que nos separe as mentes
e os corações tão presentes.
Se me quiseres alcançar tens de vir como o mar
com toda a sua complexidade
e tens de chegar até mim como o céu azul
com toda a sua serenidade.
É o quanto basta, pois entre nós
haverá sempre toda uma eternidade.