quinta-feira, abril 09, 2026
Chorando
quinta-feira, março 12, 2026
mais um daqueles pensamentos
A vida é uma coisa muito difícil para a maioria das pessoas.
Tenta-se levar em frente, fazer o que se pode, mas há pessoas que estão fadadas a ter todas as suas oportunidades goradas.
Ultimamente olho para trás, para ver se alguma vez houve uma chance, mas chego sempre à mesma conclusão: não houve e nós não fazemos "ses", não é?
Por causa da malograda saúde, estar há mais de uma década sem poder trabalhar fora, mais de duas décadas sem poder viajar, anos sem poder estar com pessoas à-vontade, e todos os pesadelos enfrentados desde a pandemia, mais uma vida inteira de traumas, faz-me pensar em como abraçar ser artista tem sido mais um murro em ponta de faca.
sábado, março 07, 2026
Os meninos choram
Desoriente
quarta-feira, fevereiro 25, 2026
Um produto da imaginação
segunda-feira, fevereiro 23, 2026
Quem me leva os meus fantasmas?
Se é mesmo verdade que se nos encontrássemos mesmo nos nossos agora quarentas, depois de mais de vinte anos, nunca poderíamos ser só amigos, eu não sei. Mas acho que não. Eu já não te amo como te amava. Já amei outros dois depois de ti. Pensamos sempre que temos a nossa pessoa. Mas isso só é assim se essa pessoa estiver lá para nos defender e podermos contar com ela. Nenhum dos três me defendeu quando era preciso. E abandonaram-me à morte. Curioso, não?
domingo, fevereiro 22, 2026
sábado, fevereiro 21, 2026
Incapacidade final
Talvez a minha forçada inépcia sempre no último verso seja como a minha inabilidade de fazer rapidamente um cheque-mate, ou talvez apenas o facto de nunca ter saído daqui, ou tão simplesmente nunca ter tentado de vez apagar-me.
sexta-feira, fevereiro 20, 2026
quarta-feira, fevereiro 18, 2026
Sensibilidade e bom senso
Penso em quantas pessoas deixámos que nos influenciassem um contra o outro. O quanto de intrigas, fofocas, mexericos, diários equívocos, deixei que me contaminassem e envenenassem como nunca outrora. Sempre soube da perniciosidade dos comportamentos de grupo. Mesmo assim não me afastei das pessoas nefastas, porque por momentos tinha a ingenuidade de um puro amor como escudo acima de tudo e senti-lo era o que bastava para ser imune. Pensava eu. Mas os planos mesquinhos de outros podem matar tudo o que quiserem e, achava também eu, que se fizessem mossa num sentimento tão grande era porque afinal não era tão grande assim. Para mim ele resistiu e foi sempre o que foi: enorme. Massivo e maciço em tais formas que até depois da morte ressoa.
Afinal também nós tivemos bastante de Heathcliff e Cathy.
(e quantas vezes de seguida disseste tu a alguém que a amas?)
Hoje ao rever Sensibilidade e Bom Senso pensei em como devia ter morrido aos 16 anos com as febres do vírus, mas também eu tal como a Marianne, sobrevivi. Só que eu não tive o meu final feliz (sei que ainda não se acabou tudo, mas não há esperança para mim nesse departamento). Hoje fiquei feliz e com esperança no mundo porque vi um post da Minó no fim de dezembro a dizer que afinal o amor existe e ela disse que sim (pedido de casamento). Depois, fui ver O Monte dos Vendavais e chorei imenso no fim.
Não há amor verdadeiro que sobreviva à morte e o despedaçar do coração por inteiro. (Nós, eu, sempre estivemos, estive, condenados, condenada.) Tu nunca saberás o que foi este amor e ainda bem para ti. Como no filme. Nada de bom vem dessa perdição. Não imaginava que ainda poderia viver tamanho amor de destruição total, depois de tudo o que passei na vida e, ainda assim, a loucura e consumição típicas dos amores mais vorazes e adolescentes persistiu com uma violência brutal.
Tudo tem a sua medida e tamanho e adequação. Só o inferno incontrolável é que não.
segunda-feira, fevereiro 09, 2026
Feridos
terça-feira, janeiro 27, 2026
Dor Dilacerante
quinta-feira, janeiro 22, 2026
Consequência de ti
sábado, janeiro 17, 2026
- Passa das 5h da manhã. Há uma hora atrás, enquanto acabava de ver o 2° episódio da série documental "Deus Cérebro", o meu olhar vislumbrou ao longe um pedaço do capôt coberto de geada desse carro, pela janela. Uma imagem que me lembrou de desolação.
Entretanto, já chove.
Pensei em ti, como sempre. Mas, enfim, mais uma vez com a resignação já antiga de "tu ne m'aimes plus". É, essa é a imagem. Fria e distante. Como o que me dá bronquite asmática.
(pus no insta com a música de reels de November Ultra)
segunda-feira, janeiro 05, 2026
Pesadelo
Como das outras vezes
Se ao menos...
Se ao menos eu te pudesse amar
com este corpo
ao teu
talvez lentamente
nos pudéssemos encontrar
e eu havia de te ter como meu
e não te querer largar
mas não
isso era o eu de antigamente
hoje eu sei que somos só carentes
segunda-feira, dezembro 15, 2025
O Luto
O luto é um desalento
Que se instala e não sai
Tão cedo
Se foram
No redemoinho que cai
Sobre a nossa cabeça
E sob os nossos pés
Só fica um tormento
Que volta de lés a lés
