terça-feira, janeiro 27, 2026

Dor Dilacerante

 Tem configuração rotunda
Esta dor dilacerante 
Que me destrói devagar
E profusamente 
Corrói qualquer hipótese 
De se estar contente 
Seja com o que for
Durante mais que minuto
Eu sei, eu escuto
Um queixume do coração 
Que morre aos poucos 
Tudo está quebrado 
Nunca houve anjo
Era só um endiabrado 
Quem eu tenho de abraço 
Na memória de espuma
É alguém que foi devasso
Mas que pensei gostar de mim
Não sou dona nenhuma 
De ninguém que não me quer
Pois só há um homem no mundo 
De quem eu poderei ser mulher 
E ele nunca existiu afinal 
Por isso esta dor é, em tudo, normal

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