quarta-feira, janeiro 14, 2026

Eu amo-te

Dizer em inglês sobre amar-te sempre foi mais fácil. Talvez até nisso sejamos iguais. Escrever em português que te amo só foi mais fácil quando estava sob hiperadrenalina e se não expressasse e te dissesse que te amava sentia que ia morrer. Literalmente "se eu não disser que eu o amo, morro" e nem é camoniano do devemos clamar/cantar os amores - e como tu zombaste de mim -, não, era mais do que isso, coisa de segundos fatal. 
"Eu preciso te falar, te contar de qualquer jeito", era tipo assim. De tirar alguém da forca. Que desespero e figuras ridículas e todas elas necessárias e absolutamente inteligentes para se darem, não é verdade? E isso só se pode fazer na nossa língua, mesmo que não seja a nossa linguagem. 
Este é o ano para esfriar tudo. Deixar tudo sanar. Para tudo ficar no lugar. O amor, como sempre, há-de continuar, mas de vez sossegar e só ficar no arquivo da memória. 

Sem comentários: