Talvez eu tenha sido sempre apaixonada por ti, até mesmo antes de saber que existias. Talvez até mesmo quando te vi pela primeira vez e escolhi o teu nome e me desiludi um pouco, ficando meio abespinhada também e nem sequer te segui. Talvez mais até depois quando tu e ele me falaram e eu pensei que não me podia entusiasmar tanto, que era bem capaz de fantasiar possibilidades (tendo eu impossibilidades) e que juntando-se características e atitudes de um e outro tínhamos alguém completamente ideal. Talvez tivesse é sido naquele dia que me disseste algo que me fez fugir de ter apercebido a possibilidade de te ser real. Talvez quando todos já me diziam e sonhavam e conspiravam e me enfureciam. Talvez tenha sido então depois quando me dei por convencida por todo o mundo, nomeadamente as tuas grandes amizades e pelas supostas flagrantes evidências. Esqueci-me o que eram as pessoas, dado tanto tempo de não estar a socializar nem inserida em grupos e deixei-me enganar pela mistura alucinogénica da minha hiperadrenalina a beirar o falecimento com a morte iminente, as drogas assassinas dos comportamentos de grupo; o clima do desespero do fim do mundo.
Demorei anos para entender e admitir, aceitar o que era mesmo, essa queda também mortal que é se apaixonar, desta vez sem ser sob sequer a desculpa atenuante de pensar que era por empatia.
A paixão apenas é confirmada. Ela sempre existiu como se espera um pássaro para um ninho. Essa é que é essa.
(dps d ver algo d escrito d amor dos tão bonitos miúdos Zé Ibarra e Maria Petrucci ❤️❤️ inspiraram e lembraram coisas de mim 😭)
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