Ele é o olho que me vê quando eu não estou
E os braços que nunca me chegaram a abraçar
Quiçá o mar, quiçá o céu, aquela nuvem
Tanto como eu
Mas o que é tangente não se encontra
(a não ser no ponto de tangência que não temos)
É só paralela infinita no desencontro
Buscando um pouco mais do que tem
Pior quando nada se tem, assim vazia
De um dia ter estado a transbordar
O som não tem o seu reverso
Só eu no meu silêncio
Enquanto o assombroso assobio do vento
Lembra-me dos fantasmas na minha solitude
Ninguém me deixa esquecer-te
Nem eu
"quero esquecer-te, acredita,
mas cada vez há mais vento"
E aquela dor permanece
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