quinta-feira, abril 09, 2026
Chorando
segunda-feira, abril 06, 2026
Os contos de fadas que contamos a nós mesmos
Hoje não resisti ao Big Fish na tv. Lembrei como já foi o meu filme favorito num tempo e a favorita cena das pipocas, claro. Eu sei que vivi uma vida inteira a tentar sobreviver neste inferno diário através dessa fantasia que a arte proporciona, de nos dar esperança, de nos fazer acreditar que há coisas boas e bonitas para viver, mesmo que seja só por simulacro através dos filmes, músicas, livros, quadros, etc. É impressionante como além das ficções e das fantasia, também fui gostar de documentários e coisas de época. No fundo, tudo coisas de fôlego, profundas, que fazem reflectir e imaginar. Como a minha vida se tornou num nó insolúvel desde muito cedo, a minha forma de tentar deslindá-lo e escapar ao terror que me era imposto todos os dias, foi, sem eu me aperceber muito disso, refugiar me nessas artes todas. Desenvolvi alguns mecanismos de sobrevivência por causa dos traumas todos. Só nestes últimos anos bizarros é que me fui aperceber disso e identificar melhor o que se passava comigo aquando de certos comportamentos. Há quem passe a vida toda sem ver essas coisas em si, sem ter consciência nem sequer começar a analisar-se. Pessoas que não se conhecem, que nunca encetaram processos de autoconhecimento. Em vez, contam-se a história mais apropriada sobre si mesmos conforme dá jeito para a ocasião. Ao menos, eu sei de quase tudo o que fui de mau e de bom, sei que também tive muitos momentos de querer escapar deste mundo, mas limitei-me a aprofundar-me nele com as artes. Aos poucos, com o avanço da idade, foi-me dissolvida a maioria dos contos de fadas e depois de tudo me ter sido tirado e eu mil vezes abandonada sem quase nada, só um conto deve ter ainda sobrado. Muito lá no fundo enterrado.
quinta-feira, março 12, 2026
mais um daqueles pensamentos
A vida é uma coisa muito difícil para a maioria das pessoas.
Tenta-se levar em frente, fazer o que se pode, mas há pessoas que estão fadadas a ter todas as suas oportunidades goradas.
Ultimamente olho para trás, para ver se alguma vez houve uma chance, mas chego sempre à mesma conclusão: não houve e nós não fazemos "ses", não é?
Por causa da malograda saúde, estar há mais de uma década sem poder trabalhar fora, mais de duas décadas sem poder viajar, anos sem poder estar com pessoas à-vontade, e todos os pesadelos enfrentados desde a pandemia, mais uma vida inteira de traumas, faz-me pensar em como abraçar ser artista tem sido mais um murro em ponta de faca.
sábado, março 07, 2026
Os meninos choram
quarta-feira, fevereiro 25, 2026
Um produto da imaginação
domingo, fevereiro 22, 2026
sexta-feira, fevereiro 20, 2026
segunda-feira, fevereiro 16, 2026
terça-feira, janeiro 27, 2026
Dor Dilacerante
quinta-feira, janeiro 22, 2026
Consequência de ti
domingo, janeiro 18, 2026
Do Amor
Eu acreditei no Amor, bastante, o suficiente para ter cedido a ele e ter lutado para ficar com ele tantos anos. Mas só o facto de se ter de lutar já é indicativo de que há problemas e de que não é para ser. Demorei muito a entender. Demorei muito a desistir. Pensar que alguém nos ama o suficiente para nos querer assim para sempre é algo fantasioso, na verdade. As pessoas acomodam-se, são boas a não se questionar, a deixarem-se estar, a não se darem ao trabalho de arriscarem e descobrirem que afinal estavam enganadas e deixaram-se ir.
Para muitos é tarde, sentem, ou dão essa desculpa a si mesmos. Tarde para desistir, para começar de novo. As pessoas vão morrendo ao poucos em vida. Seja na acomodação, seja na rotina.
O esforço de amar alguém e de fazer o exercício de estar em conexão com essa pessoa parecia-me algo desnecessário quando o amor existia e isso simplesmente bastava. Mas na realidade não é nada assim com ninguém. As pessoas esquecem-se, não prioritizam as outras e acabam por negligenciar o cultivo da relação. Acontece com toda a gente. Porém, eu tinha uma relação à distância que alimentava a paixão de cada reencontro e isso mascarava o resto das necessidades, de alguma forma. Só que esses disfarces não duram para sempre. Um dia a casa cai. A verdade explode-nos na cara e já não há como relevar.
Uma relação de amor implica isso mesmo: uma relação de amor. Um carinho, uma atenção, um cuidado, um olhar, um abraçar, um acompanhar. É uma longa maratona a percorrer. Eu queria fazê-la contigo, como talvez nunca tenha feito com ninguém. Mas não pude. Tu não foste quem me amou o suficiente para não me largar.
sábado, janeiro 17, 2026
- Passa das 5h da manhã. Há uma hora atrás, enquanto acabava de ver o 2° episódio da série documental "Deus Cérebro", o meu olhar vislumbrou ao longe um pedaço do capôt coberto de geada desse carro, pela janela. Uma imagem que me lembrou de desolação.
Entretanto, já chove.
Pensei em ti, como sempre. Mas, enfim, mais uma vez com a resignação já antiga de "tu ne m'aimes plus". É, essa é a imagem. Fria e distante. Como o que me dá bronquite asmática.
(pus no insta com a música de reels de November Ultra)
segunda-feira, janeiro 05, 2026
Como das outras vezes
sexta-feira, dezembro 05, 2025
Etéreos
terça-feira, dezembro 02, 2025
sexta-feira, novembro 28, 2025
O caçador de sombras
segunda-feira, novembro 24, 2025
Monção*
*prefiro a palavra em inglês, monsoon, pq em pt faz lembrar moção 🤷🏽
sexta-feira, novembro 21, 2025
Dois dias de Gabriel
Gabriel em "Far from the maddening crowd'" , Gabriel feito de anjo pelo Keanu Reeves em "Anjo da Sorte", uma mãe a chamar um menino Gabriel, priminho Gabriel Caetano sms e o anjo Gabriel na Anunciação de Da Vinci.
(Ao menos não é várias vezes ao dia, quase todos os dias, como o outro nome, embora em menor quantidade ultimamente. 🤦🏽💔)
