Wednesday, October 07, 2009

Poema da "Aborrescente"

Gritava, Gritava, como uma gralha histérica
Guinchava, Guinchava, como uma porca da matança,
Tinha o péssimo hábito
de atirar coisas para cima das pessoas,
dos tolos,
Não era nada genuína,
era simplesmente uma Adolescente
que muito Aborrecia.
Dava de beber à fome; era louca.
Servia vodka com gelatina e doces gordurosos.
Para conselhos sábios tinha orelhas moucas
e comentários aleivosos.
Os tolos davam risadas,
até que muito depressa, já não havia paciência
e era o fim de tantas gargalhadas.
Ela dizia que se suicidava,
naqueles cabelos escorreitos,
e assim a vida de um ou outro atrapalhava,
mas já eram cada vez menos os sujeitos.

+-5 am, 07-10-09
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