Tuesday, November 16, 2010

Os mete-nojo deste lugarejo

Metem-me nojo «os fatos»
que andam por aí em contralto
armados em superiores, são mais sujos que o lixo,
mais reles que as ratazanas do esgoto
esses ditos senhores doutores.

Metem-me nojo os «sapatos de vela»,
também produzidos em série,
que pisam nos pobres transeuntes
com o seu olhar de desprezo
trazem «os outros» numa trela
é a escravidão que eu agora revejo.

Objectos de luxo que desfilam
em paradas de mete-nojos;
são eles carros, roupas, delicatessen,
esses burgueses, a camada alta,
ignora quem lhes produz esses artigos:
o povo trabalhador, os que perecem.

Assim, os mete-nojo habitam este lugarejo
espalhando os seus negócios pela terra,
onde têm como dirigentes altamente remunerados
os seus amigos e familiares mete-nojo,
que exploram «os outros» que são,
como em tudo o resto no planeta,
noventa por cento dos que têm coração.
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