Mando-te beijos pelo ar que leva as folhas
outonais
quando começa a cheirar a lareiras
e em Lisboa a castanhas assadas
imagino, faz muitos anos,
mas tu estás noutro reino, ensolarado
e a tua pele ainda alva
e o teu sorriso
degusto como um rebuçado
e a tua voz, ah, a tua voz
essa não tem pingo de melancolia
mas uma tal alegria
que me faz duvidar
de que alguma vez foste infeliz
mesmo com tudo o que te fiz
Tu não recebes os meus beijos
nem és mais o meu petiz
e eu, ainda e sempre, te desejo
Volta para mim em Janeiro.
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