O meu nome é Carnaval
Enquanto lá fora o tempo
Escalda e fica infernal
A folia que nos distrai
De qualquer sentimento
Quer saber quem cai
Nessa roda da alegria
Do êxtase e do descontrolo
Não há mais melancolia
Que tenha o seu segredo
Num contra-relógio a medo
De não saber onde pô-lo
Eu que vivo num degredo
De isolamento e solidão
Vendo os trovões e marés
Unindo-se em desfiles
Guardo imóveis nos pés
As saudades de vires
Com toda a tua paixão
De Carnaval e religião
Rei de todos os cordões
Enfeitados com rojões
Das máscaras de jogos
E da explosão de fogos
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