"Absinto-me de ti" e não vivo. Porque viver sem ti é uma traição a nós. Nunca houve tamanha explosão de sentidos. Não tão intenso vórtice de desvario e confusão. Foi só uma altura difícil; não, não foi só isso não.
És tu quem me corre nas veias e me fala ao ouvido, sempre zangado, sempre estoirado de tanta impaciência e a dizer "não me toques", "não chegues perto de mim", "afasta-te", "deixa-me". Eu não te olhei nos olhos. Não consegui. Não pude deixar o medo de lado e a mágoa, essa dor, essa vergonha, não dá para ignorar.
Tu foste a mulher que eu mais amei e não to disse.
(se sentes a minha falta, diz, porra! ou senão, pára de pensar em mim)
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