domingo, fevereiro 16, 2025

Quando parei de perdoar o que não devia

Ao olhar para trás, perdi a conta de quantas vezes perdoei o imperdoável a tantas pessoas. Hoje, faz-me ter certeza de que não sou uma pessoa intransigente e intolerável como, por exemplo, um par de pessoas a quem chamei a atenção para as coisas que me estavam a fazer de mal me disseram em vez. Aquela coisa de não se desculparem, como deveriam, mas em vez atacarem ainda pior às vezes. 
Eu sigo de consciência tranquila, como se diz, pois não só essas pessoas fizeram o mesmo sempre como eu própria que só fiz algo de muito mau a uma só pessoa que também me magoou muito, pedi desculpas e essa pessoa muito adequadamente a si não me perdoou mais nem sequer se deu ao trabalho de falar comigo. Eu acho muito bem, visto que se as pessoas não gostam de mim nem do que eu faço também não há qualquer motivo para falarem comigo, nem mesmo quando eu já mudei completamente e eles nunca saberão. Como diz Igor de Carvalho: "Eu não me desespero por quem me abandona", aprendi, não mais a ficar na pior das porcarias só porque pessoas que sempre tiveram tudo de mim nunca me respeitaram condignamente. Se eu sou uma piada para elas e tudo mais que elas sempre me mostraram, então nunca me conheceram nem nunca me amaram. Todas as outras pessoas que me conhecem, muitas desde criança inclusive, e que me amam até hoje e sempre demonstraram conhecer-me muitíssimo bem sem que eu tivesse que lhes dizer muito sobre mim em termos de qualidades e defeitos, são as pessoas que comprovam tudo o que vejo nas outras que na verdade nunca se interessaram por me conhecer. 
Chega uma altura na vida em que sabemos inequivocamente quem está do nosso lado e quem realmente, mesmo podendo ver tudo o que passamos, nunca esteve nem quis estar. 

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