Eles dizem que há um só Deus
E há outros para quem há vários
E que para eles nada é impossível
E todos parecem sexagenários
Eu nunca vi os de barbas
Sentados num trono imponente
Também não vi aquelas carpas
Que significam equilíbrio no Oriente
Muitos também se prostram de gatas
Perante os seus ídolos no Ocidente
Ainda há os que deificam a Natureza
Ou apenas os animais não-humanos
Ou mesmo só deuses antropomórficos
Outros têm ainda no vento a sua leveza
E nas tempestades abrem pórticos
Para mundos onde não há enganos
E acho que antigamente havia deusas
Que eram em maior número que eles
Homens medrosos fáceis presas
Incapazes de criarem a verdade neles
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