Não tive quem me ensinasse poesia
Mas sempre tive ideia sobre o que lia
E ninguém me ensinou a desenhar
Só que tive o meu rosto para começar
Tudo o que fiz foi para me expressar
Fosse indignação, dor ou melancolia
Acho que o que fiz foi sempre por amor
Houve já quem me chamasse de poesia
Cometi o erro de não me encaixar
Em regras, estudos, academias
Nunca fui lá me subjugar
Livrar-me da minha crua selvajaria
Continuo de rompante em repente
Tão sempre espontaneamente
Como se a escrita me pudesse salvar
De tanta agonia e desespero me afogar
Não sei se a minha arte tem esse cheiro
Mas espero que não e que seja musical
Para que embale os ouvidos e os olhos
De quem ainda gosta de mim anormal
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