Friday, January 09, 2009

8/05/97

Volta!
Pelo tempo que perdi;
Contigo não se perde tempo.
Solta!
Deixa-me, que eu sorri;
Aprendi com todo momento.

Deixa!
Já nada vale a pena,
Pois tudo vem e passa.
Queixa!
Diz que lembraste da cena,
E que a lembrança escassa.

Vive!
Cá dentro de mim;
Como a chama me incendeia...
Tive!
E quero nunca acabar assim,
Com a memória que o vento plageia.

Morre!
Como amor, adormeceu,
Cá dentro profundo e sonolento.
Corre!
Para onde te quero meu...
Veloz, mas frágil, sempre atento.

Faz!
O que quiseres, na fúria do mar
Esquecer de tudo e de todos.
Jaz!
Lágrima morta, dúbia de afogar;
Contigo quero ficar sem engodos.

Roga!
Pelos céus e pela terra
Que haja Paz e não Guerra.
Afoga!
Mil desejos embriagados,
Deixando-os ir desenfreados.

Mora!
Aqui onde sempre estiveste,
No lugar onde a vontade pôs.
Chora!
Pelas tuas regras que não cumpriste;
Deixa o disfarce com pó-de-arroz.

Seja!
Como o Demo me quiser levar,
É caótica a final despedida.
Beija!
Que a despedida está a acabar,
Em breve é recordação perdida.

Gasta!
Tudo o que podes e te deram,
Por esses mesmos factos.
Afasta!
Logo de uma vez o que fizeram,
Tudo passa e também esses actos.

Hoje!
Sempre será o amanhã,
Arrependido de tê-lo ontem.
Foge!
Sumir, evaporar, desaparecer;
Simplesmente acabar, morrer!
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