Friday, January 23, 2009

"Descrição de um entardecer"

Cai a tarde num Vazio
Silêncio eterno fingido,
Grito mudo e aflito
Das folhas e do vento.
A tarde cai límpida;
A noite depressa quer chegar,
Na magia do entardecer,
Na explosão das cores do Ocaso;
Rubras e fogosas extinguem-se
Com a chegada do entardecer,
Que cai límpido, vem devagar
Envolto em leves aromas;
Fragrâncias naturais de riso,
Luzes num fim de tarde
Que ao longe vem vindo.
A larga Paz do Crepúsculo
Traz uma quietação dulcíssima
E vagamente melancólica entra
A adormecer na Natureza breve,
A tarde ía descendo lenta
Cada vez mais límpida;
Na luz indecisa do Crepúsculo
Acentuam-se sombras dos Montes,
Gigantescas, imobilizadas as arestas.
Na decoração ilusionista de Poente,
Está na vasta cúpula do Céu
O constrangedor silêncio dominante
E o sinistro espasmo amedrontador
Que evocam temores inconscientes.
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