Espero que o teu nome não seja a última palavra que saia da minha boca, embora faça todo o sentido que tu sejas o meu último suspiro. Apenas não queria o que isso significaria: que não te esqueci sequer um dia até à minha morte e que nunca vieste para me vir buscar para ti.
Agora que mais uma vez o meu corpo mal respira e convalesce nesta torta cama, penso em ti e sempre logo de seguida forço-me a parar de pensar, por medo que me caia um móvel em cima, ou algo parecido aconteça, que piore ainda mais tudo para mim, como foi com todas as pragas que me rogaste e puseste os outros a rogar.
Tento pensar, em vez, nos microssegundos bons que te vi sorrir ou ter boas emoções e em que eu estava um bocadinho bom lá, contigo, de certa forma. Porque foi tudo horrível mas fomos felizes em certos segundos e nem quisemos reconhecer. Imagino que já me fosse doer, sempre doeu depois. Eu tinha-te dito que ia ser assim, que um dia ia tudo às suas vidas. E eu não sabia é que me ia doer tanto a impossibilidade e a não despedida. Como com os meus tios, como a D. Quina, enfim, como com toda a gente.
Às vezes, apetece-me mesmo escrever em letras garrafais, "volta, car*, pelamordedeus", hehehe, ia ser engraçado, tal é o desespero de ouvir-te falar comigo, às vezes quando estou assim. Mas como não sei nada de ti, também não sei se és mesmo alguém um bocado como eu pensei que eras para mim. Depois das tuas promessas vãs, tudo me parece inexistente mesmo e eu bem a demente, como tu sempre pensaste de mim, ao fim ao cabo.
Sem comentários:
Enviar um comentário