Escolheste existir como um servidor no final dos tempos; vieste ensinar o amor, até nos conventos. O ringue da morte é da pesada. Lutas, lutas e não levas nada. Vês as pilhas de cadáveres dos estudantes iranianos no passeio e, depois, o passeio percorrido vazio com um rastro infinito de sangues imprimido. E as crianças esfaimadas e enregeladas nas tempestades em Gaza.
Choraste pelas vitrines do horror. Uma mão cheia de terror. Vinte léguas ultramarinas ultrapassadas por ninguém vingadas e um submarino colonial a vigiá-las. Um dia foram bombardeadas, depois de séculos saqueadas.
Os pulhas não se alinham senão em pódios de tecnológico ódio e gaguez. Nunca se terá visto tamanha estupidez. E já a minha lucidez e alegada aclamada clarividência não traz luz nenhuma sobre uma saída do fundo do túnel.
A corda rebentou. O barco virou. A raiva não chegou a falar mais alto. Eles morreram todos, barriga no asfalto. Perdão: é mais costelas quebradas e caixa torácica rebentada, miolos estoirados, cérebros desactivados. No Nepal e na Bulgária funcionou. Em Portugal funcionou? No Irão não. Não sabe ninguém, nada. Ficou a potestade calada. A informação sonegada. Não há interesse em gates, no más, só alcatraz.
Os fantasmas da Hhistória regressam. Eles não são mulheres. Curiosamente não existem. Mas escolhem os talheres. Mas não o que insistem.
Eu sei que tu ainda existes. E odeias-me. E fazes muito bem. Porque eu fui dos teus piores inimigos, como tu foste de ninguém. Só te amo porque amar é condição incondicional, não tem solução, não se resolve, não é adicção, é só simplesmente natural. Eu amo-te, mundo mundo, mas não a ti pessoal.