quinta-feira, março 05, 2026
Inexistente
terça-feira, março 03, 2026
Pessoas que usam lentes
sexta-feira, fevereiro 27, 2026
Temporal
quinta-feira, fevereiro 26, 2026
Obrigada
quarta-feira, fevereiro 25, 2026
Um produto da imaginação
terça-feira, fevereiro 24, 2026
segunda-feira, fevereiro 23, 2026
Afinal nem isso
Afinal as rimas que fiz a pensar em ti provavelmente nem sequer rimam na tua língua, assim como na tua linguagem. 🤦🏽
Fraca Figura
Quem me leva os meus fantasmas?
Se é mesmo verdade que se nos encontrássemos mesmo nos nossos agora quarentas, depois de mais de vinte anos, nunca poderíamos ser só amigos, eu não sei. Mas acho que não. Eu já não te amo como te amava. Já amei outros dois depois de ti. Pensamos sempre que temos a nossa pessoa. Mas isso só é assim se essa pessoa estiver lá para nos defender e podermos contar com ela. Nenhum dos três me defendeu quando era preciso. E abandonaram-me à morte. Curioso, não?
Sabes?
Sabias que não há outra pessoa completamente igual a ti?
Quero crer que tentámos anestesiarmo-mos, doses sem conta, até à amputação.
Sabias que não há ninguém com o teu olhar?
Sabias que ninguém mais tem o teu riso?
Sabias que eras o meu melhor amigo?
Sabias que só a ti te contei todas as atribulações que ia sentindo?
Sabias que só em ti confiei?
Sabias que não há ninguém que eu mais defendesse, ou acreditasse?
Sabias que só tu me tinhas e à minha vida?
domingo, fevereiro 22, 2026
sábado, fevereiro 21, 2026
Incapacidade final
Talvez a minha forçada inépcia sempre no último verso seja como a minha inabilidade de fazer rapidamente um cheque-mate, ou talvez apenas o facto de nunca ter saído daqui, ou tão simplesmente nunca ter tentado de vez apagar-me.
sexta-feira, fevereiro 20, 2026
Palpite (brasileiro a tocar no miradouro)
porque é que estavam dois homens idosos (tugas, pelo menos um deles, o outro estava demasiado bêbado para falar uma frase perceptivel) là à porta do bar inglês no Cais Sodré a repetir muitas vezes um ao outro que era "Por isso mesmo é que há de haver mais compaixão" ou algo parecido a este famoso verso ?
quarta-feira, fevereiro 18, 2026
Sensibilidade e bom senso
Penso em quantas pessoas deixámos que nos influenciassem um contra o outro. O quanto de intrigas, fofocas, mexericos, diários equívocos, deixei que me contaminassem e envenenassem como nunca outrora. Sempre soube da perniciosidade dos comportamentos de grupo. Mesmo assim não me afastei das pessoas nefastas, porque por momentos tinha a ingenuidade de um puro amor como escudo acima de tudo e senti-lo era o que bastava para ser imune. Pensava eu. Mas os planos mesquinhos de outros podem matar tudo o que quiserem e, achava também eu, que se fizessem mossa num sentimento tão grande era porque afinal não era tão grande assim. Para mim ele resistiu e foi sempre o que foi: enorme. Massivo e maciço em tais formas que até depois da morte ressoa.
Afinal também nós tivemos bastante de Heathcliff e Cathy.
(e quantas vezes de seguida disseste tu a alguém que a amas?)
Hoje ao rever Sensibilidade e Bom Senso pensei em como devia ter morrido aos 16 anos com as febres do vírus, mas também eu tal como a Marianne, sobrevivi. Só que eu não tive o meu final feliz (sei que ainda não se acabou tudo, mas não há esperança para mim nesse departamento). Hoje fiquei feliz e com esperança no mundo porque vi um post da Minó no fim de dezembro a dizer que afinal o amor existe e ela disse que sim (pedido de casamento). Depois, fui ver O Monte dos Vendavais e chorei imenso no fim.
Não há amor verdadeiro que sobreviva à morte e o despedaçar do coração por inteiro. (Nós, eu, sempre estivemos, estive, condenados, condenada.) Tu nunca saberás o que foi este amor e ainda bem para ti. Como no filme. Nada de bom vem dessa perdição. Não imaginava que ainda poderia viver tamanho amor de destruição total, depois de tudo o que passei na vida e, ainda assim, a loucura e consumição típicas dos amores mais vorazes e adolescentes persistiu com uma violência brutal.
Tudo tem a sua medida e tamanho e adequação. Só o inferno incontrolável é que não.
segunda-feira, fevereiro 16, 2026
Sentir-se vivo
Quem és tu?
quinta-feira, fevereiro 12, 2026
Tempestades
Caro leitor (se existir ainda)
Caro leitor,
não mais escreverei aqui poeminhas romanticóides. Sei que é algo de que as pessoas geralmente gostam, de poemas de amor, mas fartei-me de escrevê-los. Aliás, quem quiser ler tem aqui e no meu blog em inglês, milhentos, inclusive.
Se por acaso houver de facto algum leitor, que também goste de vir lê-los cá, que gostaria de continuar, então diga e claro, poderei reconsiderar a minha posição.
quarta-feira, fevereiro 11, 2026
Cipreste centenário
Encontrarei o grande amor perto do cipreste centenário. (eu vou saber que é ele) No ar sentirei o seu cheiro e depois o dele ao me abraçar. O meu grande amor para sempre é ele, tronco altivo que me guarda na sua sombra, envolve-me com os seus ramos. Das últimas vezes que fui vê-lo não estava muito bem, afectado pelo Inverno. A sua imensa copa apareceu muito reduzida e com galhos nus, finos, retorcidos, como que a agonizar com o frio. Eu apanhei um dos pedaços de galhos e terminações e trouxe comigo. Desde que começaram as tempestades consecutivas tenho-me lembrado. Como estará o meu cipreste, a minha árvore favorita? Sinto-a despedida, um pouco desprotegida, mas lá ainda. Que saudades tenho!
Já não me interessa sobre Pessoa. Apenas imagino o meu grande amor a chegar junto ao cipreste. Talvez possamos tocá-lo juntos para vitalizá-lo com o nosso amor. Talvez isso faça-o frondoso de novo e nunca morrer. E os seus pequenos frutos, tal como tudo nele é tão perfeito nas suas geometrias, possam abundar e até resinosos se ponham a exalar. Já faltou mais para a Primavera chegar!
Cipreste centenário, meu amor inteiro e relicário, leva comigo dentro.
A dor do amor imerecido
Dói muito saber que por minha causa sofreste e que te destruí bastante a vida em momentos. Assim como tu me fizeste sofrer o pão que o diabo amassou até me levares à completa confusão mental. Foi uma destruição total. Tanto que contribuiu para que eu, juntamente com tudo de horrível que me aconteceu, me fizesse tornar em alguém completamente diferente.
As coisas acontecem de forma caótica mesmo quando não se pode controlar nada. Foi o que aconteceu. Só no fim é que tudo se percebeu e eu fiz para que nos libertasses de vez daquele tormento impossível e tão prolongado. Estava tudo já acabado antes de ter começado, condenado por todas.
Eu mudei muito, consegui claridade e assim não deixar a hiperadrenalina tomar conta de mim como dantes. Agora sou a pessoa mais quieta do mundo, como antes da infernal pandemia.
Eu nunca te mereci, nem por tudo o que fiz por ti, mas só pelo amor que te tive, esse sim, em essência merece tudo. E teve tudo de ti. Enquanto deu. (foi também graças a ti que eu sobrevivi)
À espera da Primavera
terça-feira, fevereiro 10, 2026
Lamento informar
Quanto é nada?.
Sabes o quanto eu te amo? Provavelmente dirias que sim (tu sempre sabias tudo e eu acreditava em tudo o que tu dizias), ou antes que não te interessava sequer. Porque tu não me amavas, como fizeste questão de me dizer. E eu amei-te, do princípio até...
O amor único dentro de mim
Só o amor pode ter a força de expulsar a dor.
A chuva não tem parado. Os dias continuam frígidos, nada produzem senão tristeza. As vozes calaram-se, desapareceram com as suas presenças que encolheram. Muutas sumiram. O último suspiro afogado pelas cheias. As cidades estão plenas, a abarrotar com as águas, cheiram a bafio e desolação. Os lutos acumulados vestiram-se de branco vazio.
Diz que só daqui a dez dias retorna o sol. Eu escolhi que ele viria qualquer dia destes, mas ainda me falta energia, pós-sangria, tudo em mim dói.
Nunca mais te vi, nunca mais te ouvi; reconheço-te, no entanto, o ódio que ainda, durante todo este tempo, sentiste por mim. Mas o amor único que tenho dentro salva-me bastante disso, de ti que quiseste a minha morte. Eu não me esqueci. O Japão vilipendiou Nanquim, a Alemanha Israel e Israel a Palestina. O mapa cor-de-rosa-sangue, o atlas negro. Todas as hordas selváticas de homens que mataram, roubaram e massacraram uns aos outros, antes e depois, nunca souberam o que era a satisfação nem o amor ao seu povo irmão.
segunda-feira, fevereiro 09, 2026
Feridos
domingo, fevereiro 08, 2026
Pedi
Um só amor
Um só amor persiste e perfura o meu coração. Um rasgão no peito se escora e crava a lembrança dele. Só ele é o amor explodido nas estrelas maior do que supernovas. Este amor tem endereço, morada em mim e tão longe ao mesmo tempo assim. Ele vigora nas leis da natureza e escapa-se-lhes com extrema destreza, fintando todos os deuses.
Disseste-me que não me amas e eu não deixo de te amar e sei que se me dissesses que me amas era contigo que eu ia ficar. Eu senti que havia sim um sentimento maior entre nós. Perdoa-me por não ter podido acreditar na altura que de facto podia ser verdade e que podias sim me amar. Que eu podia sim ser meritória, a tal e tu o meu para sempre. Que nos amávamos, de tudo e todos, independentemente.
Não há nada no mundo que mudará este amor tão grande que sempre existiu em mim. Mesmo que não existas mais, mesmo que eu não exista mais, só aquele amor é tão real. Espero que um dia eu possa finalmente: és tu.
Salva-dor
sábado, fevereiro 07, 2026
Confusão
sexta-feira, fevereiro 06, 2026
A Revolução não é um momento
quarta-feira, fevereiro 04, 2026
Azul entranhado
Vê lá tu que ainda está azul, deve ser porque tinha proteínas de trigo e entrançou-se no fio dos cabelos. Hoje mudei o cartucho da Parker, limpei os dedos num guardanapo e foi como se sangrasse azul da tanta tristeza dos lutos. Ontem, um pouco antes de receber a notícia da morte do primo Salvador eu tinha visto que um quadrinho meu (uma antiga pequena tela cartonada que estava na estante dos livros em que no início dr começar a pintar a óleo, há mais de 20 anos, pintei um pôr-do-sol laranja numa savana com apenas uma árvore num canto) estava caído na minha cama. Ao colocar no sítio, olhei para os livros antigos e pensei que devia dar e lembrei de novo da priminha Cátia e da sua página de livros. Pensei na possibilidade de ter havido um pequeno abalo sísmico. Houve depois, no meu estômago, aquela dor do luto. Da tristeza pelos que sofrem com a partida dos seus entes. Pela tristeza de todas as desgraças e nojices que se sabe e se espalham e persistem perpetuadas pelas pessoas.
Um violino rasga o ar... e com ele o meu pesar funesto de um azul escuro fúnebre. A água abunda da chuva, tem alagado tudo, ninguém tem podido contra o azul. Ele é poderoso, o pior inimigo de tudo e de todos os tempos e eu o odeio agora. Queria decepá-lo de mim, podia rapar o cabelo, como a Sinéad, como a Dani ou a Rose, mas precisaria de uma lobotomia e de uma exsanguinação também; talvez assim finalmente o tirasse de mim, toda esta putrefacção que é descobrir tudo o que eu não sabia que me fez triste.
segunda-feira, fevereiro 02, 2026
Drama
domingo, fevereiro 01, 2026
sábado, janeiro 31, 2026
300 milésimos de segundo
sexta-feira, janeiro 30, 2026
tempestades
ainda que ele seja transparente e invisível, a força do vento é sempre visível.
quinta-feira, janeiro 29, 2026
Toda a minha vida eu só quis ser "normal", ser uma pessoa como a maioria das pessoas e consequentemente fazer o que elas fazem: ter um trabalho, ter relacionamentos, ter condições minimamente para poder viver, comer, dormir, habitar, ter perspectiva de futuro, fazer escolhas, ou mesmo indo apenas ao sabor do que acontece agarrando o que vem, ser funcional na sociedade em que me insiro.
Mas eu nunca pude ser assim e , então, não tenho nada e vivo num constante inferno por causa de outros mormente, por não poder ter a minha própria vida tb. Sem possibilidade nenhuma de melhoria da situação eu só penso no dia em que eu serei livre e finalmente poderei livrar-me de todo o mal aqui da Terra.
Lembro, volta e meia, de todos bons amados familiares e amigos que me aguardam lá noutros planos. É só o que tenho, lembranças que doem tb 🥺❤️
terça-feira, janeiro 27, 2026
Dor Dilacerante
sexta-feira, janeiro 23, 2026
Hoje ouvi esta música da minha favorita Nina Simone pela primeira vez.
Foi um outro pedaço em que o som do contrabaixo me fez ficar a ouvir o trecho em loop.
Há uma magia sonora que opera no nosso corpo e atravessa o coração.
Dizem que é o ritmo da percussão. O latejar nas veias, o pulsar que a pequena bomba emite e ninguém sabe até onde pode chegar.
(escrevi isto num story com a música When I was a young girl)
quinta-feira, janeiro 22, 2026
Consequência de ti
quarta-feira, janeiro 21, 2026
insta c reels a ouvir pássaros no anfiteatro
- por acaso, ao sentar-me no mesmo local onde estivemos pela primeira vez, já vai fazer este ano uns 20 anos, sozinha a ouvir os pássaros, apercebi-me que afinal não houve ninguém que eu, ao encontrar pela primeira vez sentisse de imediato que aquela era a pessoa com quem eu me via uma vida inteira até ao fim. e isso também me fez chorar. só um pouco. a vida e o amor são muito piores do que nos filmes. por isso é que eu só vejo romcoms totós volta e meia. por mais que hoje em dia também me façam chorar por lembrar de alguém que afinal nunca existiu, mas que esse sim era quem eu cheguei a imaginar que me pedisse logo na primeira vez que viesse ver-me à janela que fosse para sempre.
tu disseste que chorei chuva. sim, 'chovei', mas só duas lágrimas.
#onceuponatimeiwas #birdschirping #tbt #memo #noone blablablawhiskasaquetasblah
terça-feira, janeiro 20, 2026
não cairei de novo
domingo, janeiro 18, 2026
Do Amor
Eu acreditei no Amor, bastante, o suficiente para ter cedido a ele e ter lutado para ficar com ele tantos anos. Mas só o facto de se ter de lutar já é indicativo de que há problemas e de que não é para ser. Demorei muito a entender. Demorei muito a desistir. Pensar que alguém nos ama o suficiente para nos querer assim para sempre é algo fantasioso, na verdade. As pessoas acomodam-se, são boas a não se questionar, a deixarem-se estar, a não se darem ao trabalho de arriscarem e descobrirem que afinal estavam enganadas e deixaram-se ir.
Para muitos é tarde, sentem, ou dão essa desculpa a si mesmos. Tarde para desistir, para começar de novo. As pessoas vão morrendo ao poucos em vida. Seja na acomodação, seja na rotina.
O esforço de amar alguém e de fazer o exercício de estar em conexão com essa pessoa parecia-me algo desnecessário quando o amor existia e isso simplesmente bastava. Mas na realidade não é nada assim com ninguém. As pessoas esquecem-se, não prioritizam as outras e acabam por negligenciar o cultivo da relação. Acontece com toda a gente. Porém, eu tinha uma relação à distância que alimentava a paixão de cada reencontro e isso mascarava o resto das necessidades, de alguma forma. Só que esses disfarces não duram para sempre. Um dia a casa cai. A verdade explode-nos na cara e já não há como relevar.
Uma relação de amor implica isso mesmo: uma relação de amor. Um carinho, uma atenção, um cuidado, um olhar, um abraçar, um acompanhar. É uma longa maratona a percorrer. Eu queria fazê-la contigo, como talvez nunca tenha feito com ninguém. Mas não pude. Tu não foste quem me amou o suficiente para não me largar.
sábado, janeiro 17, 2026
Do que é feito o amor?
- Passa das 5h da manhã. Há uma hora atrás, enquanto acabava de ver o 2° episódio da série documental "Deus Cérebro", o meu olhar vislumbrou ao longe um pedaço do capôt coberto de geada desse carro, pela janela. Uma imagem que me lembrou de desolação.
Entretanto, já chove.
Pensei em ti, como sempre. Mas, enfim, mais uma vez com a resignação já antiga de "tu ne m'aimes plus". É, essa é a imagem. Fria e distante. Como o que me dá bronquite asmática.
(pus no insta com a música de reels de November Ultra)
quarta-feira, janeiro 14, 2026
Eu amo-te
Eternidade
Vocês, os três, menina e moços, eram perfeitos para mim exactamente sem tirar nem pôr. Foi uma espécie de um instantâneo amor.
Miragem II
O perigo de amar uma miragem é que, seja ela a de um oásis no deserto, ou a de um reflexo no espelho ou num lago, sempre acabamos a afogarmo-nos.
Tu ainda existes?
Escolheste existir como um servidor no final dos tempos; vieste ensinar o amor, até nos conventos. O ringue da morte é da pesada. Lutas, lutas e não levas nada. Vês as pilhas de cadáveres dos estudantes iranianos no passeio e, depois, o passeio percorrido vazio com um rastro infinito de sangues imprimido. E as crianças esfaimadas e enregeladas nas tempestades em Gaza.
Choraste pelas vitrines do horror. Uma mão cheia de terror. Vinte léguas ultramarinas ultrapassadas por ninguém vingadas e um submarino colonial a vigiá-las. Um dia foram bombardeadas, depois de séculos saqueadas.
Os pulhas não se alinham senão em pódios de tecnológico ódio e gaguez. Nunca se terá visto tamanha estupidez. E já a minha lucidez e alegada aclamada clarividência não traz luz nenhuma sobre uma saída do fundo do túnel.
A corda rebentou. O barco virou. A raiva não chegou a falar mais alto. Eles morreram todos, barriga no asfalto. Perdão: é mais costelas quebradas e caixa torácica rebentada, miolos estoirados, cérebros desactivados. No Nepal e na Bulgária funcionou. Em Portugal funcionou? No Irão não. Não sabe ninguém, nada. Ficou a potestade calada. A informação sonegada. Não há interesse em gates, no más, só alcatraz.
Os fantasmas da Hhistória regressam. Eles não são mulheres. Curiosamente não existem. Mas escolhem os talheres. Mas não o que insistem.
Eu sei que tu ainda existes. E odeias-me. E fazes muito bem. Porque eu fui dos teus piores inimigos, como tu foste de ninguém. Só te amo porque amar é condição incondicional, não tem solução, não se resolve, não é adicção, é só simplesmente natural. Eu amo-te, mundo mundo, mas não a ti pessoal.
Quando começa a paixão?
Talvez eu tenha sido sempre apaixonada por ti, até mesmo antes de saber que existias. Talvez até mesmo quando te vi pela primeira vez e escolhi o teu nome e me desiludi um pouco, ficando meio abespinhada também e nem sequer te segui. Talvez mais até depois quando tu e ele me falaram e eu pensei que não me podia entusiasmar tanto, que era bem capaz de fantasiar possibilidades (tendo eu impossibilidades) e que juntando-se características e atitudes de um e outro tínhamos alguém completamente ideal. Talvez tivesse é sido naquele dia que me disseste algo que me fez fugir de ter apercebido a possibilidade de te ser real. Talvez quando todos já me diziam e sonhavam e conspiravam e me enfureciam. Talvez tenha sido então depois quando me dei por convencida por todo o mundo, nomeadamente as tuas grandes amizades e pelas supostas flagrantes evidências. Esqueci-me o que eram as pessoas, dado tanto tempo de não estar a socializar nem inserida em grupos e deixei-me enganar pela mistura alucinogénica da minha hiperadrenalina a beirar o falecimento com a morte iminente, as drogas assassinas dos comportamentos de grupo; o clima do desespero do fim do mundo.
Demorei anos para entender e admitir, aceitar o que era mesmo, essa queda também mortal que é se apaixonar, desta vez sem ser sob sequer a desculpa atenuante de pensar que era por empatia.
A paixão apenas é confirmada. Ela sempre existiu como se espera um pássaro para um ninho. Essa é que é essa.
(dps d ver algo d escrito d amor dos tão bonitos miúdos Zé Ibarra e Maria Petrucci ❤️❤️ inspiraram e lembraram coisas de mim 😭)
Hoje o Amor
Hoje o Amor está no sorriso da menina-flor que nasceu no Nepal e veio para Portugal. Sozinha, deixou lá a sua família e veio trabalhar num restaurante onde encontrou colegas de lá também.
O nome dela é Yasuda - que desenhei por ter o mais belo rosto de pintura no antigo bule de porcelana chinesa -, Urmila (que a invejava e que foi provavelmente quem riscou o rosto no primeiro retrato que fiz), e tantos outros.
Ela tem o cabelo negro liso sedoso e um sorriso ora doce ora maroto. Todos brincam com ela. Ninguém brinca com ela. Ela é digna e amistosa, ela é também geniosa.
Hoje o Amor serve-se em pequenas e intensas doses, muitas vezes embrulhadas em conforto quentinho e salutar. Com molho. Com diferentes texturas. Com carnes e verduras. A fumegar. Eu amo momos. De qualquer que seja o lugar. Mas que tenham esse sorriso inigualável a acompanhar: a felicidade e alta energia sempre a flutuar.
terça-feira, janeiro 13, 2026
Curvas - Zeto do Pajeú
"eita, quanto tempo uma canção demora no meu peito"
(música bonitaaa - reescutei hj versão lindaaa de Lê - escrita pelo poeta da "capital da poesia" no Brasil, S. José do Egito q eu tinha partilhado há semanas no insta reels sobre tb, mais uma terra onde eu haveria de ir, é bastante como o meu Alentejo e provavelmente é mesmo de seus descendentes ❤️)
segunda-feira, janeiro 12, 2026
Das mortes
Eles foram-se embora
Um a um
E todos os dias
Lembrei-os
Inventei despedidas
Chorei um bocado
Tive o coração magoado
E pisado, invisível
Como uma mulher-a-dias
Que passa o tempo no chão
Perdi todos, tios, tias, irmãos
quarta-feira, janeiro 07, 2026
Um dia
terça-feira, janeiro 06, 2026
segunda-feira, janeiro 05, 2026
Pesadelo
Como das outras vezes
Se ao menos...
Se ao menos eu te pudesse amar
com este corpo
ao teu
talvez lentamente
nos pudéssemos encontrar
e eu havia de te ter como meu
e não te querer largar
mas não
isso era o eu de antigamente
hoje eu sei que somos só carentes
Um Mundo Bege
quinta-feira, janeiro 01, 2026
escrito 29-30 de dez.
Amor meu, eterna Atena, aqui estou de novo a quebrar o meu silêncio para te escrever que, apesar das trevas que nos rodeiam, estou orgulhosa de termos mantido a nossa luz dentro quase sempre, mesmo quando esteve mais apagada – no meu caso pela dezena de notícias de morte de familiares nestes últimos 2 anos, que me deixou obviamente zombieficada. Mas devo dizer-te também que no meio dos horrores vividos e de lembrar de ti, não somente quando o céu está vermelho de noite como se me avisasse, a tua dor continue, como me proibiste de falar na minha morte; pelo contrário, lutando tanto contra a depressão profunda dos lutos, ergui do fundo do poço e renasci aos poucos. Vi pela primeira vez um metalofone a tocar jazz, que foi meu instrumento favorito quando tinha 10 anos e um pequeno na escola, por exemplo, e outras mais surpresas singelas bonitas ainda assim no meio do caos: conheci 4 artistas visuais que claramente são dados ao existencialismo, como nós 😅😘😘😊❤️
( Tinha publicado no insta, mas depois de um dia ou assim apaguei. entretanto, às 6 e tal de madrugada de dia 1, depois do barulho horrendo do dia 31, deu-se algo horripilante aqui em cima, violência extrema - bati no tecto com o didge várias vezes até o fdpcabraodmrda parar barulho q parecia de estar a bater em alguém q chorava e pedia desculpa-, q de imediato pôs meu sistema todo em crise de Addison, qs q meu coração saiu do peito, agora já são 19:43 e eu ainda estou com dor nele e a recuperar. o mundo continua horrível em todas as áreas, pq há pessoas extremamente nojentas e cruéis. mas tb vi q um grupo d monges budistas está a fazer uma caminhada pelos EUA pela Paz, com um cão, Aloka, que eles têm desde a Índia. Muitas pessoas estão a ir vê-los na estrada e isso tudo tb me fez chorar)
